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Herpes: o vírus silencioso que desperta sob pressão — entenda os tipos, sintomas e como se proteger

Discreto, persistente e mais comum do que se imagina, o herpes é um velho conhecido da medicina — e também do organismo humano. Estima-se que grande parte da população mundial já tenha tido contato com algum vírus da família herpes, um grupo amplo que inclui diferentes tipos, com manifestações variadas e, muitas vezes, cercadas de […]

17 de abril de 2026

Discreto, persistente e mais comum do que se imagina, o herpes é um velho conhecido da medicina — e também do organismo humano. Estima-se que grande parte da população mundial já tenha tido contato com algum vírus da família herpes, um grupo amplo que inclui diferentes tipos, com manifestações variadas e, muitas vezes, cercadas de dúvidas e desinformação.

Os vírus da família Herpesviridae têm uma característica em comum: após a infecção inicial, eles permanecem “adormecidos” no corpo por toda a vida. Em determinados momentos, podem ser reativados — e é aí que surgem os sintomas. Entre os tipos mais conhecidos está o herpes simples, causado pelos vírus HSV-1 e HSV-2.

O primeiro costuma provocar lesões nos lábios, popularmente chamadas de “febre labial”. Já o segundo está mais associado a lesões na região genital, sendo uma infecção sexualmente transmissível. Outra doença de destaque é o herpes-zóster, provocada pelo mesmo vírus da catapora (varicela-zóster). Após a infecção na infância, ele pode permanecer latente por décadas e ressurgir na fase adulta, causando dor intensa e lesões em faixa na pele — condição conhecida como “cobreiro”.

O herpes simples pode ser transmitido mesmo sem lesões visíveis, embora o risco seja maior durante as crises. Já o herpes-zóster não é transmitido diretamente como “cobreiro”, mas pode causar catapora em pessoas que nunca tiveram contato com o vírus. Médico Infectologista da Hapvida, Matheus Rocha, destaca que compreender esse comportamento é essencial para o controle da doença. “Após o primeiro contato, o vírus não é eliminado do organismo. Ele permanece em estado latente e pode sofrer reativações ao longo da vida, principalmente em ocasiões em que há queda da imunidade, favorecendo crises recorrentes em alguns casos”, afirma.

Os sintomas variam conforme o tipo de vírus, mas geralmente incluem: pequenas bolhas agrupadas na pele ou mucosas; ardência, coceira ou dor local; febre e mal-estar (em alguns casos), além de dor intensa. É importante ficar atento aos primeiros sinais, já que o tratamento precoce pode reduzir a duração, a intensidade das crises e evitar a transmissão. Apesar de não haver cura definitiva para o herpes, é possível controlar a doença e reduzir a frequência das crises com medidas simples como manter uma alimentação equilibrada para o bom funcionamento do sistema imunológico; dormir bem e respeitar o ritmo do próprio corpo, já que a privação de sono pode favorecer o surgimento das crises; evitar o contato direto com lesões ativas, pois esse é o principal momento de transmissão do vírus, e manter o uso de preservativo nas relações sexuais”, destaca Matheus Rocha, acrescentando que existe ainda a vacina para o herpes-zóster, indicada principalmente para pessoas acima dos 50 anos.

Corpo e mente: uma conexão direta – Embora a reativação do herpes esteja ligada a fatores biológicos, o estilo de vida tem papel decisivo nesse processo. Situações de estresse intenso, ansiedade, noites mal dormidas e alimentação desequilibrada podem enfraquecer o sistema imunológico — criando o cenário ideal para o reaparecimento das lesões.

“O estresse crônico eleva os níveis de cortisol e, associado a noites mal dormidas – muitas vezes causadas por insônia ou ansiedade – compromete o equilíbrio do organismo como um todo. Em contextos de pressão, como confinamento, rotina desregulada ou até restrições alimentares, esses fatores atuam como gatilhos para a queda da imunidade, favorecendo a reativação de vírus latentes, como o herpes. O corpo responde diretamente às condições emocionais”, explica a psicóloga da Hapvida, Glirsia Nunes Ferreira.

Apesar de muitas vezes ser tratado como um problema apenas estético, o herpes pode impactar significativamente a qualidade de vida, inclusive, afetando a autoestima especialmente em casos recorrentes ou mais graves. “Entender o herpes é também aprender a ouvir os sinais do corpo — e reconhecer que saúde vai muito além da ausência de sintomas: envolve equilíbrio físico, emocional e hábitos de vida”, pontua.

Tratamento e qualidade de vida: O tratamento é feito, principalmente, com medicamentos antivirais, que ajudam a controlar a replicação do vírus. Em alguns casos, o uso contínuo pode ser recomendado para pacientes com crises frequentes. Cuidados locais, como higiene adequada e evitar manipular as lesões, também são fundamentais para prevenir complicações e reduzir o risco de transmissão.




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