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Campanha Maio Amarelo alerta para a redução de acidentes de trânsito

Membro da Sociedade Brasileira do Quadril (SBQ) explica que lesões do quadril estão entre as de maior impacto nas ocorrências com motos

19 de maio de 2026

O quadril faz parte das áreas do corpo afetadas em acidentes de trânsito, especialmente nas ocorrências com motos. Além da cabeça e dos membros inferiores – pernas e pés – e superiores – braços, ombros, cotovelos e mãos – uma queda pode causar impactos no quadril, levando a lesões como fraturas de pelve e fêmur proximal (como colo femoral). O motociclista também pode sofrer luxações de quadril, frequentemente associadas a lesões nervosas ou vasculares. O alerta é ainda mais relevante neste mês de Maio, em que se celebra o Maio Amarelo, movimento que esclarece sobre a importância da prevenção dos acidentes de trânsito.

“A campanha Maio Amarelo é fundamental, porque eleva a conscientização sobre prevenção de acidentes de trânsito, reduzindo traumas que causam fraturas e luxações no quadril. Ela promove o uso de equipamentos de proteção em motos, que previne boa parte das fraturas graves, poupando cirurgias complexas com alto risco de complicações”, observa o ortopedista Leandro Alves de Oliveira, cirurgião do quadril e Membro da Sociedade Brasileira do Quadril (SBQ).

Conforme dados da Polícia Rodoviária Federal, em 2025, as rodovias federais registraram 72.483 acidentes de trânsito, com 6.044 mortes. Entre janeiro e novembro do ano passado, foram 29.317 sinistros com motos, com 1.594 motociclistas mortos, o que representa cerca de 40% das vítimas no trânsito brasileiro.

Impactos no SUS

Do ponto de vista cirúrgico, acidentes de trânsito sobrecarregam o Sistema Único de Saúde (SUS) com cerca de 10 mil artroplastias de quadril por ano, sendo que boa parte decorre diretamente de traumas. “Isso demanda recursos para fixações e próteses em fraturas de fêmur proximal. Lesões em motos elevam custos com internações longas, reabilitação e sequelas crônicas, consumindo leitos ortopédicos em emergências. As lesões ampliam as filas do SUS, gerando um impacto socioeconômico muito grande”, alerta Leandro Alves de Oliveira.

De acordo com o Membro da SBQ, algumas medidas de amplo conhecimento – mas nem sempre colocadas em prática – podem ajudar a reduzir os acidentes de trânsito no Brasil e suas consequências. “A fiscalização das motos deve ser especialmente rigorosa, pois os acidentes dessa natureza representam cerca de 30% das lesões graves. Além disso, o uso de EPIs completos, com joelheiras, protetores e capacetes certificados é uma atitude fundamental”, observa Leandro Alves de Oliveira. “Ter um trânsito mais seguro é uma tarefa de todos”, finaliza.




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