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Combate à Tuberculose: conheça os sintomas e as formas de tratamento

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24 de março de 2022
O tratamento da tuberculose é de seis meses, na maioria dos casos e feito a partir de um conjunto de antibióticos. Foto: Canva Pro.

O tratamento da tuberculose é de seis meses, na maioria dos casos e feito a partir de um conjunto de antibióticos. Foto: Canva Pro.

Hoje, 24 de março, é celebrado o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. Segundo o pneumologista, Ricardo Coelho, chefe do Serviço de Pneumologia do Ambulatório de Pneumologia do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), a tuberculose é contagiosa e sua transmissão acontece por gotículas infectadas expelidas durante a tosse e a fala, instalando-se predominantemente em órgãos do sistema respiratório.

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Os sintomas mais comuns são a presença de tosse, escarro purulento ou com sangue, febre, perda do apetite e de peso por mais de 15 dias. O diagnóstico é feito diretamente no escarro, com o teste para identificar a presença da bactéria.

Outro exame muito conhecido é o chamado PPD, que isoladamente não confirma o diagnóstico, mas é útil para identificar se o indivíduo teve contato recente com o micro-organismo, pois é injetada uma pequena parte do bacilo na pele e, caso tenha havido esse contato, ocorrerá uma reação inflamatória no local, esclarece o pneumologista.

Vencendo a tuberculose

Ana Samira começou a sentir os sintomas em julho de 2021: forte incômodo do lado esquerdo do peito, além de febre, dor de cabeça e tosse seca. No primeiro raio-x que fez, foi percebida uma mancha no pulmão esquerdo, mas a suspeita inicial era de covid-19, descartada após o teste negativo.

Imaginava-se que era pneumonia até que um novo raio-x detectou um derrame pleural (água no pulmão). Após isso, ela precisou ser submetida a uma punção para retirar o líquido e realizar a biópsia, exame que confirmou o diagnóstico de tuberculose pleural, quando a infecção ocorre na pleura, película que reveste os pulmões. Como investigação, a família de Ana também precisou fazer exames para detectar possível contágio, mas ninguém havia sido infectado.

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O médico alerta que todas as pessoas estão constantemente em contato com micro-organismos e, no caso do bacilo da tuberculose, a maioria não necessariamente desenvolve a doença porque o sistema imunológico é muito eficiente em tornar a bactéria inativa, mas não morta. Por isso, em situações em que a imunidade está enfraquecida, seja por algum outro problema de saúde, medicação ou desnutrição, ela pode ser ativada novamente.

Prevenção

A prevenção se inicia com a vacina BCG, administrada no 1º mês de vida, impedindo o desenvolvimento de formas graves da tuberculose caso a pessoa possa, um dia, contrair a doença. Além disso, enfatiza o médico, manter cuidados para fortalecer o sistema imunológico, como boa alimentação, atividade física e rotina regular do sono é essencial, além de evitar o contato com pessoas infectadas sem o uso da máscara do tipo PPF-2, única capaz de reduzir a chance de contágio.

O tratamento da tuberculose é de seis meses, na maioria dos casos e feito a partir de um conjunto de antibióticos. Os medicamentos são oferecidos apenas pelo SUS e disponíveis em todos os postos de saúde e Unidades Hospitalares.

No caso de Ana Samira, o tratamento iniciou em 29 de setembro com quatro antibióticos nos dois primeiros meses (fase intensiva), e nos quatro meses seguintes foi reduzido para dois (fase de manutenção). Ela concluirá o tratamento em breve, no dia 29 de março, mas já se sente muito bem, voltando às suas atividades e trabalho: “Essa fase na minha vida foi muito difícil, mas já estou perto de acabar os antibióticos e já me sinto bem recuperada”, confirmou.

Serviço

As Consultas no Ambulatório de Pneumologia são nas segundas, terças e sextas pela manhã, das 07h às 13h. Quinta-feira pela manhã e tarde, das 07h às 19h, e quartas à tarde, das 13h às 19h. É necessário que o paciente seja encaminhado pelos postos de saúde ou UBS.




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