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Escoliose é mais comum em mulheres; saiba como tratar

Diagnóstico precoce é essencial

21 de março de 2022

A coluna vertebral vai do crânio até a pelve e é ela quem dá sustentação ao corpo. Quando a coluna apresenta uma curva anormal no meio ou para um dos lados, em forma de “C” ou “S”, o diagnóstico é de escoliose. De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – Regional Ceará (Sbot-CE), em média, 3% da população mundial sofre com esta deformidade, em diferentes graus e tipos, e as maiores afetadas são as mulheres. A relação de casos é de sete mulheres para cada homem.

O ortopedista, Leonardo Drumond, explica que as mulheres estão no grupo de risco e são as mais atingidas pela escoliose, principalmente as adolescentes devido o estirão de crescimento que acontece durante a puberdade e que se intensifica, justamente, na adolescência. “Depois que a coluna para de crescer, geralmente 18 meses após a primeira menstruação, a velocidade de progressão da curva escoliótica diminui, mas ela não para”, explica Dr. Drumond.

Escoliose – causas em mulheres

Outra motivação apontada pelo médico é a alteração hormonal provocada pela menopausa durante a meia idade e a ocorrência de osteoporose, que também acomete majoritariamente as mulheres. “Os desgastes corporais provocados por esses dois fatores que citei enfraquecem os ossos e os músculos e também causam consideráveis alterações na coluna vertebral”, afirma.

Tratamento

Segundo o especialista, o diagnóstico precoce é essencial para que o tratamento seja eficaz e, assim, evitar a progressão do problema. “É no consultório ortopédico que o médico irá realizar o diagnóstico. Inicialmente é feito um exame físico simples chamado Teste de Adams, onde o paciente se inclina para frente e o médico consegue identificar se existe alguma irregularidade no contorno vertebral. Ele poderá, também, pedir exames como raio-x, tomografia e ressonância magnética da coluna vertebral para mostrar o tipo e o grau da escoliose no paciente para a orientação do melhor tratamento”.

O ortopedista também destaca que pessoas com histórico de escoliose na família devem ficar atentas pois têm mais chances de desenvolver o problema. Ainda de acordo com o médico, após o diagnóstico, a escoliose precisa ser tratada o quanto antes. “Dependendo do tipo e do nível da escoliose indicamos sessões de fisioterapia e atividades físicas com acompanhamento profissional. O uso de colete ortopédico só é indicado para pacientes que ainda estão em fase de crescimento corporal e, em casos muito graves, é indicado procedimento cirúrgico”, finaliza.




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