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Potenciais pesquisas sobre vacinas contra COVID-19 avançam no mundo

Já são, pelo menos, 6 vacinas em desenvolvimento

5 de maio de 2020
As pesquisas envolvem técnicas como manipulação genética para o desenvolvimento das vacinas

As pesquisas envolvem técnicas como manipulação genética para o desenvolvimento das vacinas

Devido à situação de pandemia e do grande aumento do número de infectados pelo novo coronavírus no mundo, os cientistas estão acelerando as pesquisas para o desenvolvimento de vacinas contra a covid-19 e, pelo menos, seis estudos em diversos países já se encontram na fase de testes em humanos.

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As etapas de desenvolvimento de uma vacina envolvem testes em laboratório, em animais e, por último, em humanos. Nesta última fase, são utilizados participantes saudáveis e, depois, grupos de controle para medir o quão segura é a vacina e quais são as doses mais eficazes.

A Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, já atinge mais de 3 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com o balanço mais recente feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Por ser um vírus muito recente, que, até o final de 2019, não havia sido identificado em seres humanos, ainda estão sendo desenvolvidos estudos mais aprofundados sobre como ele afeta os doentes, tratamento e desenvolvimento de vacinas.

Conheça as pesquisas mais atuais:

Vacina mRNA-1273:

Desenvolvida pela empresa americana de biotecnologia Moderna, a vacina é desenvolvida a partir de um RNA mensageiro. Isso significa que os cientista estão utilizando um pequeno segmento do código genético do vírus, visando provocar uma resposta do sistema imunológico para combater infecções.

Vacina INO-4800:

O estudo está sendo feito em uma empresa de biotecnologia da Pensilvânia, nos Estados Unidos, chamada Inovio Pharmaceuticals. Nesse caso, o DNA cultivado por cientistas é injetado no interior das células para que elas produzam anticorpos para combater a infecção.

Vacina AD5-nCoV:

Na China, a empresa chinesa CanSino Biologics, em colaboração com o Instituto de Biotecnologia e a Academia de Ciências Médicas Militares da China, está realizando o estudo utilizando uma versão de um adenovírus, o vírus que causa o resfriado comum, como vetor. Esse vetor transporta o gene da proteína da superfície do coronavírus e, assim, tenta provocar a resposta imune para combater a infecção.

Vacina LV-SMENP-DC:

Ainda na China, mas, desta vez, desenvolvida pelo Instituto Médico Genoimmune de Shenzhen, essa vaacina usa leucócitos modificados para buscar uma resposta imune.

Vacina de Wuhan:

A vacina, que ainda não possui nome oficial, está sendo desenvolvida em Wuhan, na China, e seus estudos são baseados a partir de um vírus inativo, sem capacidade de provocar doenças.

Vacina ChAdOx1:

Semelhante à AD5-nCoV, esta vacina também utiliza adenovírus, porém em uma versão atenuada, que causa infecção em chimpanzés. O vírus foi alterado geneticamente para que não cresça em humanos.
O estudo está sendo feito pelo Instituto Jenner da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

Apesar dos avanços, a OMS reforça que, até o momento, não há vacina nem medicamento antiviral específico para prevenir ou tratar a COVID-2019. As pessoas infectadas devem receber cuidados de saúde para aliviar os sintomas. Pessoas com doenças graves devem ser hospitalizadas. A melhor forma de barrar a disseminação do vírus é o isolamento social.




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