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Maternidade planejada: como funciona o congelamento de óvulos

O procedimento é indicado para mulheres que desejam ser mães após os 35 anos

19 de junho de 2020

No Brasil, as mulheres estão optando por se tornar mãe cada vez mais tarde. Segundo o Ministério da Saúde, o número de mulheres que deram à luz após os 35 anos cresceu em 65%. Muitas vezes, esse desejo pelo adiamento da gravidez ocorre tanto por questões de estabilidade financeira quanto foco no crescimento profissional, entre outros fatores. Uma opção para quem deseja ter uma gravidez tardia é o processo de congelamento de óvulos.

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Essa alternativa torna-se relevante pois, segundo o médico especialista em medicina reprodutiva e diretor da Fertibaby Ceará, Dr Daniel Diógenes, com o avançar da idade, as chances de gravidez pode diminuir; enquanto uma mulher aos 25 anos tem 80% de chances de engravidar, aos 35 até os 40 anos, essa capacidade reduz para um pouco menos de 10%.

Por isso, é necessário planejamento. “Se existe essa possibilidade de deixar pra realizar o sonho pra depois dos 30, 35 anos, a mulher precisa se preparar. Entender primeiro que o corpo e a sua capacidade reprodutiva estará reduzida a partir dos 35, logo poderá precisar de ajuda”, afirma.

O especialista completa que “O corpo da mulher tem uma quantidade finita de óvulos, ou seja, em um determinado momento, não haverá mais óvulos. Por isso que o processo de congelamento destes é muito importante para quem deseja adiar a gravidez. Imagine como se fosse uma estocagem. Ela está ali congelando e guardando o seu embrião para que futuramente possa fazer fruto dele, transformá-lo em uma nova vida”

Como funciona o processo

O primeiro passo para a mulher que deseja fazer o congelamento dos óvulos são os exames que vão garantir a saúde dos embriões. Esses procedimentos irão identificar ou afastar qualquer chance de um embrião que não tenha qualidade para o congelamento.

O segundo passo são os medicamentos que ajudarão no processo de liberação e multiplicação desses óvulos. Essa fase dura em torno de duas semanas.

Em data definida após esse período chega o momento de retirada dos óvulos. A coleta dos folículos (onde estão os óvulos) é feita em um centro cirúrgico. O médico lembra que essa coleta poderá acontecer em mais de uma sessão, em ciclos diferentes. Quanto maior o número de óvulos congelados, mais chances para a futura mamãe.

Com os óvulos retirados, eles passam pelo processo de vitrificação, ou seja, são congelados, permanecendo sem prazo de validade para que a mulher possa utilizá-los quando ela se entender pronta para ser mãe.

Recomendações

O processo de congelamento de óvulos pode ser realizado sem contra indicações, mas Dr Daniel lembra que alguns casos específicos ele se torna muito importante. “Para as mulheres que desejam congelar os óvulos, a idade é um fator determinante. Isso porque depois dos 35 anos, além da redução no número de óvulos, a qualidade dos mesmos também sofre alterações”, confirma.

Outras situações que o médico alerta são para mulheres que têm histórico de menopausa precoce na família e mulheres que necessitam fazer tratamento oncológico e que poderá afetar a fertilidade.




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