Assembleia novembro

Cinco marcas de protetor solar não passam em teste de qualidade

Pesquisa da Proteste analisou 10 marcas e metade apresentou fator de proteção inferior ao indicado na embalagem

30 de novembro de 2016

Marcas de protetor solar reprovadasEm teste de qualidade realizado pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – Proteste, cinco marcas de protetor solar para o rosto apresentaram fator de proteção inferior ao indicado na embalagem. Dos dez produtos testados, um também apresentou menor proteção contra raios UVA do que prevê a legislação. A Proteste solicitou uma fiscalização mais adequada dos produtos e pediu aos fabricantes que corrijam a informação nos rótulos dos protetores solares.

 

Marcas com problemas

 

Das dez marcas testadas, cinco não apresentaram o fator de proteção solar (FPS) que consta no rótulo. São elas: Sundown, L’Oreal, ROC, Sunmax e La Roche Posay. O La Roche Posay tinha um FPS 42% menor do que o indicado. A metodologia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite uma variação de até 17% em relação ao que é informado na embalagem e a formulação do produto, mas nessas cinco marcas, a diferença de percentual foi superior à permitida.

Proteste reprova cinco marcas de tapioca
8 marcas de azeite são reprovadas em teste de qualidade
Protetor solar: qual o fator ideal?

Também foi avaliada a proteção UVA dos produtos. Desde 2012 a legislação brasileira determina que, nos filtros solares, a proteção UVA deve ser um terço do FPS. Ou seja: um protetor com FPS 60 precisa ter proteção UVA igual a 20, no mínimo. O protetor da L’Oreal foi considerado ruim por apresentar 26% do FPS rotulado ao invés dos 33% exigidos para UVA.

 

Outras marcas

 

As outras marcas avaliadas foram: NíveaSun FPS 60, Cenoura e Bronze FPS 50, Natura Fotoequilíbrio FPS 60 UVFPA 20, O Boticário FPS 50 e Cetaphil FPS 50 +Defense. Dessas cinco, as mais bem avalizadas foram: NíveaSun FPS 60, Cenoura e Bronze FPS 50 e Natura Fotoequilíbrio FPS 60 UVFPA 20.

 

Riscos

 

Os raios UVA atingem as camadas mais profundas da pele e são os principais responsáveis pelo envelhecimento precoce, bronzeamento, além de também contribuírem para o câncer de pele. Já o FPS avalia a capacidade de os produtos filtrarem a radiação do tipo UVB, que atinge a camada mais superficial da pele, podendo causar vermelhidão, queimaduras e câncer de pele.

O valor de FPS consiste na razão entre o tempo de exposição à radiação ultravioleta necessário para produzir vermelhidão na pele protegida pelo protetor solar e o tempo, para o mesmo efeito, com a pele desprotegida. Quando se usa um filtro solar com FPS 30, por exemplo, a mesma pele leva 30 vezes mais tempo para ficar vermelha. Por isso, saber o exato fator de proteção é fundamental, pois indica o quanto se está protegido contra essa radiação.

O consumidor é duplamente prejudicado com essas alterações, pois além de pagar um preço mais caro por uma proteção que não é oferecida – o valor do produto é proporcional ao Fator de Proteção Solar, ou seja, quanto mais alto o FPS, mais caro -, ele está menos protegido dos efeitos nocivos dos raios solares.

 

Erro persistente

 

Essa foi a quarta vez que a Proteste testou protetores solares. Embora agora tenha sido analisada a versão para o rosto, os resultados mostraram que o problema de discrepância entre o indicado nos rótulos e a real proteção oferecida persiste. Diante disso, a organização solicitou uma fiscalização mais adequada dos produtos. E pediu as fabricantes dos produtos que não passaram no teste que corrijam a informação nos rótulos e que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) obrigue os fabricantes a fazer um recall desses protetores.

 

Proteção

 

O uso diário do protetor solar protege contra o envelhecimento precoce da pele, colabora para a prevenção de manchas e marcas de expressão causadas pela exposição excessiva ao sol, e de problemas mais sérios como o câncer de pele, que corresponde a 30% dos tumores malignos registrados no Brasil.




QUEM LEU ISSO TAMBÉM LEU:







COMENTE: