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Hospital em Fortaleza acompanha mais de 700 idosos durante pandemia

A assistência inclui orientações e testagens para o novo coronavírus em 19 abrigos de idosos no Ceará

14 de agosto de 2020
idosos abrigo

Idosos de 19 abrigos do Ceará foram beneficiados com o acompanhamento. Foto: Divulgação

Uma equipe multidisciplinar realizou atendimento especializado em 19 Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPS) em Fortaleza e no interior do Ceará. A iniciativa foi uma das medidas de prevenção à Covid-19 do Governo do Estado e forneceu assistência a mais de 700 idosos.

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“Os idosos são os pacientes que têm maior fragilidade. No mundo todo, o maior número de óbitos foi registrado dentro dos institutos que abrigam idosos. Sabendo desse risco, a gente se organizou para dar essa assistência. As equipes deram orientações sobre prevenção e realizaram o atendimento dos casos sintomáticos. Para esses, foi feito o isolamento, acompanhamento com medicação e oxigenoterapia”, afirma a diretora de Processos Assistenciais do Serviço de Assistência Domiciliar (SAD) do Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA) , Ursula Wille Campos.

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O acompanhamento durou cerca de três meses. Durante as visitas, eram fornecidas orientações de profissionais e realização de testagem. “O trabalho foi realmente importante para proteger essas pessoas mais vulneráveis e, com isso, não agravar o cenário epidemiológico no Ceará, como ocorreu em outros países”, pontua Ursula.

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Dos 724 idosos atendidos pelo SAD do HGWA ao longo da pandemia, 186 apresentaram sintomas de Covid-19. Os casos menos graves foram isolados e tratados nos próprios abrigos, enquanto os mais delicados foram encaminhados a unidade de saúde de referência.

Importância do acompanhamento

A assistente social Camila Mesquita, da Casa de Nazaré, em Fortaleza, ressaltou o caráter integral e humanizado do atendimento do SAD aos idosos.

“A importância do SAD para ILPIs é indiscutível. Eles concedem acesso à saúde de forma preventiva, permitindo uma continuidade no cuidado e uma vinculação com o paciente. Sabemos que isso resulta numa melhora na qualidade de vida dos idosos e na diminuição das hospitalizações. Além disso, os profissionais promovem educação em saúde e inúmeros outros fatores de total relevância para um acolhimento digno e saudável aos idosos institucionalizados, conforme é colocado no Estatuto do Idoso”, conta.

 




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