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Especial aleitamento materno: O leite da vida

Além de proteger os recém-nascidos de infecções, a Sesa garante que o leite materno reduz a mortalidade infantil e ajuda no desenvolvimento cognitivo 

1 de agosto de 2019
Aleitamento materno: A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o leite materno com exclusividade até os seis meses de vida. (Foto: Banco de Dados)

Aleitamento materno: A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o leite materno com exclusividade até os seis meses de vida. (Foto: Banco de Dados)

O leite materno é a base da vida. Além de ser um super alimento rico em nutrientes essenciais, possui anticorpos que aumentam as defesas imunológicas do bebê. 

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Para conscientizar sobre a importância da prática do aleitamento materno, agosto é o mês dedicado a intensificação de ações de promoção, doação e incentivo para incluir o leite materno na alimentação dos primeiros anos de vida.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o leite materno com exclusividade até os seis meses de vida e, se possível, continuar o aleitamento até, pelo menos, os dois anos de idade. Além disso, a Secretaria de Saúde Do Ceará (Sesa) garante que além de proteger os recém-nascidos de infecções, o leite materno reduz a mortalidade infantil e ajuda no desenvolvimento cognitivo.

O poder do aleitamento materno

“As mães produzem exatamente o que o bebê precisa. Por isso eles nascem preparados para digeri-lo corretamente. Além de desenvolver o sistema imunológico, o aleitamento materno promove maior ganho de peso e estabilidade nutricional ao bebê, garantindo o bem-estar materno e da criança, a curto e a longo, inclusive até a vida adulta”, garante a nutricionista e responsável pela assistência da UTI Neonatal do Hospital Geral Dr Waldemar Alcântara, Fernanda Fernandes.

A amamentação é um ato de amor, além de nutrir o bebê, fortalece os laços entre mãe e filho. O gosto do leite, o calor do corpo da mãe e o cheirinho da pele são as primeiras descobertas de um mundo totalmente novo para os filhos. “O olhar, o tocar e o estar perto do bebê aumenta a produção de leite da mãe. Além disso, o hormônio ocitocina, conhecido como o hormônio do amor, é produzido intensamente durante a amamentação, o que contribui para estreitar essa relação. Amamentar é a construção de laços mais intrínseca que temos e mais importante também”,  garante a nutricionista.

Além disso, Fernanda confirma que mesmo em situações em que o bebê está hospitalizado, manter a proximidade entre os dois indivíduos faz toda a diferença. “Quando o bebê precisa de cuidados em unidades neonatais, precisamos manter o contato entre os dois. É importante para que ela (mãe) mantenha a produção de leite e para que o bebê estabeleça a conexão com a mãe”, aponta. 

Evite o desmame precoce 

Comprova-se que o leite materno saudável contém, sim, todos os nutrientes necessários para este momento. Contudo, o mercado oferece diversas fórmulas lácteas que prometem garantir os mesmos benefícios, além de facilitar a vida das mamães. A depender do caso, esses produtos podem ser uma boa opção.

No entanto, para Fernanda, quando a mãe pode prover o aleitamento sem muitas adversidades, o alimento é dispensável. “O bebê está bem, mamando e saudável, não há a necessidade de introduzir outros tipos de leite na alimentação. Também não ofereça bico de mamadeira ou chupetas. Por terem um formato diferente e exigirem menos esforço do bebê para fazer a sucção, esses instrumentos aumentam a chance de desmame precoce”, alerta.

Atenção mamães: caso sinta qualquer dificuldade no processo de amamentação, procure profissionais de saúde em postos ou ordenhas de leite nos hospitais. 

Doação de Leite Materno 

A doação de leite materno é um gesto simples mas que pode salvar vidas. A Sesa aponta que um litro de leite materno doado pode alimentar até 10 recém-nascidos por dia. Para bebês que estão internados e/ou não podem ser amamentados pelas próprias mães, a doação é ainda mais necessária. 

Para Luciana Cidrão, médica plantonista do Hospital Geral Dr Waldemar Alcântara, a maternidade trouxe também o sentimento de que precisava ajudar. “Após o nascimento do meu primeiro filho, em 2015, saí da maternidade cheia de dúvidas, mas com uma certeza: seria doadora de leite”, relembra. 

Luciana Cidrão, médica plantonista do Hospital Geral Dr Waldemar Alcântara, começou a doar leite após o nascimento do primeiro filho. (Foto: Assessoria Hospital Waldemar de Alcântara)

Luciana Cidrão, médica plantonista do Hospital Geral Dr Waldemar Alcântara, começou a doar leite após o nascimento do primeiro filho. (Foto: Assessoria Hospital Waldemar de Alcântara)

Enquanto profissional de saúde, Luciana vê diante dos olhos, todos os dias, a situação difícil que muitas mães e bebês enfrentam. A alta demanda por leite materno no hospital a chamou atenção para começar a doar, o que passou de inquietude para ação solidária. “Por ter sido agraciada com uma boa produção de leite, saudável, sentia-me na obrigação de tentar aliviar a angústia das mãezinhas que não podiam amamentar. Ajudar os bebês prematuros provendo leite é uma forma de agradecer”. 

Passo a passo para doar 

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> Secretaria de Saúde incentiva doação de leite humano para bebês hospitalizados

Amamentação contra o câncer de mama

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), enquanto o bebê suga o leite, o movimento promove uma espécie de esfoliação do tecido mamário. Assim, se houverem células agredidas, elas são eliminadas e renovadas. Quando termina a lactação, várias células se autodestroem, entre elas algumas que poderiam ter lesões no material genético e potencialmente cancerígena. Outro benefício é que as taxas de determinados hormônios que favorecem o desenvolvimento do câncer de mama caem durante o período de aleitamento materno. 

Campanha Agosto Dourado 

De 1º a 7 de agosto é celebrada em mais de 170 países a Semana Mundial do Aleitamento Materno, promovida pela OMS e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Em Fortaleza, o Banco de Leite Humano (BLH) da MEAC realiza, de 1º a 7 de agosto, sua programação da Semana Mundial da Amamentação 2019. A abertura acontece neste 1º de agosto, às 8h, no refeitório da MEAC (Rua Coronel Nunes de Melo, s/n – Rodolfo Teófilo). Haverá palestra de especialista, depoimento de pais sobre a amamentação e entrega de certificados para mulheres doadoras de leite.

Bancos e coletas de Leite Materno no Ceará 

Hoje, o Ceará conta com 31 postos de coleta e bancos de leite humano certificados pelo Ministério da Saúde. Em 2018, foram coletados 7.318 litros de leite humano que beneficiaram 8.354 recém-nascidos internados no estado. O total de 3.688 litros de leite humano foi coletado somente em quatro hospitais da rede pública do Governo do Ceará, cerca de metade do que foi doado no estado. O banco de leite do Hospital Geral César Cals funciona 24 horas. Para agendar a coleta em domicílio, basta ligar para (85) 3101-5367 ou 0800 286 5678.

Além disso, a rede municipal conta com salas para coleta de leite humano nos postos de saúde Rigoberto Romero (Regional II), Roberto Bruno (Regional IV), Ronaldo Albuquerque (Regional V), Luis Franklin (Regional VI), Hospital e Maternidade Zilda Arns, Hospital Nossa Senhora da Conceição e nos Gonzaguinhas da Barra do Ceará e de Messejana. Os equipamentos estão conveniados aos bancos de leite dos Hospitais Albert Sabin, Dr. César Cals e Maternidade Escola Assis Chateaubriand.

A previsão é de que a Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, inaugure outras três salas de apoio à mulher que amamenta. 

Saiba onde doar ou receber doações:

 Hospital Geral Dr Waldemar Alcântara

Atendimento 24 horas

Rua Dr. Pergentino Maia, 1559 – Messejana, Fortaleza – CE

Telefone: (85) 3216-8300

 

Banco de Leite do Hospital Geral Dr. César Cals

Atendimento: 24 horas por dia, todos os dias da semana

Avenida do Imperador, 545, Centro, Fortaleza

0800 286-5678 / 3101-5367

[email protected] 

 

Banco de Leite do Hospital Infantil Albert Sabin

Atendimento: segunda a sexta-feira, das 7 às 17h

Rua Tertuliano Sales, 544-B, Vila União, Fortaleza

0800 280-4169

[email protected] 

 

Banco de Leite Humano do Hospital Geral de Fortaleza

Atendimento: segunda a sexta-feira, das 8 às 16h

Rua Ávila Goulart, 900, Papicu, Fortaleza

(85) 3101-3335

 

Banco de Leite Humano do Hospital Regional Norte

Atendimento: todas as quartas-feiras, das 7 às 18 horas

Av. John Sanford, 1.505, Bairro Junco, Sobral

(88) 3677-9467 

 

Hospital São Vicente de Paula

Atendimento: domigo a domingo, das 6 às 18 horas

Av. Cel. João Coelho, 299 – Centro, Barbalha

(88) 3532-7100, ramal 278

 

Maternidade Escola Assis Chateaubriand

Atendimento: segunda a sexta-feira, 7 às 19 horas

Rua Coronel Nunes de Melo, s/n, Rodolfo Teófilo, Fortaleza

(85) 3366-8509

[email protected] 

 

Hospital e Maternidade São Lucas

Atendimento: domingo a domingo, 7 às 19 horas

Rua São Benedito, s/n, São Miguel, Juazeiro do Norte

(88) 3511-4742

[email protected]

 

Hospital Geral de Maracanaú

Atendimento: segunda a sexta-feira, 7 às 16 horas

Praça Henrique Mendes, s/n, Centro, Maracanaú

(85) 3521-5545

 

Hospital Jesus Maria José

Atendimento: segunda a sexta-feira, 7 às 17 horas

Av. Francisco Almeida Pinheiro, 2268, Planalto Universitário

(88) 3412-0681

[email protected]




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