
Com a chegada do mês de setembro, o Ceará entra em sua tradicional temporada de ventos fortes. Se por um lado o clima favorece o turismo e os esportes náuticos, por outro a combinação de rajadas intensas, poeira suspensa e variações de umidade acende um sinal de alerta para a saúde. O período registra um aumento expressivo no atendimento por crises de asma, bronquite, rinite alérgica e infecções respiratórias, afetando principalmente crianças e idosos. Diante desse cenário, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 6ª Região (Crefito-6) destaca o papel fundamental da Fisioterapia Respiratória na prevenção e no tratamento de complicações pulmonares.
A fisioterapia respiratória utiliza um conjunto de intervenções manuais, exercícios de reeducação respiratória e tecnologias não invasivas que auxiliam na remoção de secreções acumuladas nas vias aéreas, na expansão da capacidade pulmonar, na melhora da troca gasosa e dos desconfortos respiratórios associado às alergias. A atuação precoce do fisioterapeuta evita o agravamento dos quadros inflamatórios e reduz drasticamente a necessidade de internações hospitalares e o uso excessivo de medicações sintomáticas.
Segundo o Dr. Jacques Esmeraldo, presidente do Crefito-6, “o acompanhamento preventivo nesta época do ano é determinante para garantir a qualidade de vida dos grupos mais vulneráveis”.
“Os ventos fortes espalham alérgenos que irritam profundamente as vias aéreas. Em crianças e idosos, cujo sistema respiratório é mais sensível, o acúmulo de secreção pode evoluir rapidamente para pneumonias e insuficiências respiratórias. A Fisioterapia Respiratória atua devolvendo a mecânica ventilatória adequada ao paciente, permitindo que ele passe por esse período de ventos fortes com conforto, sem o sofrimento do fôlego curto e das crises recorrentes”, ressalta o presidente.
Orientações e sinais de alerta para as famílias:
O Crefito-6 destaca alguns cuidados essenciais e sinais de que o paciente precisa de avaliação fisioterapêutica imediata:
• Sinais de desconforto respiratório: chiado no peito, respiração acelerada, afundamento das costelas ao puxar o ar (tiragem intercostal) e cansaço incomum durante tarefas simples.
• Higiene nasal constante: a lavagem nasal diária com soro fisiológico ajuda a remover os alérgenos trazidos pelo vento antes que alcancem o pulmão.
• Acompanhamento especializado: em casos de quadros crônicos como asma e bronquite, a fisioterapia não deve ser buscada apenas na crise, mas como um treinamento contínuo da musculatura respiratória.
O conselho reforça que o atendimento deve ser prestado por fisioterapeutas devidamente registrados e especializados, garantindo a aplicação de condutas seguras e baseadas em evidências científicas.
Sobre o Crefito-6
O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 6ª Região é uma autarquia federal responsável pela fiscalização e valorização do exercício profissional no Ceará, assegurando o acesso da sociedade a serviços de saúde éticos, qualificados e seguros.


