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Universidades nordestinas criam o primeiro néctar de frutas probiótico

Pesquisadores prospectam empresas do setor de bebidas para viabilizar produção

3 de agosto de 2021
O néctar probiótico, pode ser obtido de frutas como cupuaçu, açaí, cacau, ciriguela, caju, goiaba, acerola, manga, murici, abacaxi, uva, tangerina, maracujá, cajá e carambola. (Foto: reprodução site da UFC).

O néctar probiótico, pode ser obtido de frutas como cupuaçu, açaí, cacau, ciriguela, caju, goiaba, acerola, manga, murici, abacaxi, uva, tangerina, maracujá, cajá e carambola. (Foto: reprodução site da UFC).

Um novo alimento funcional, criado pelos pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), servirá como alternativa para pessoas com intolerância a lactose ou veganas. Trata-se do primeiro néctar de frutas probiótico, um novo alimento funcional. O invento traz inúmeros benefícios à saúde e que acaba de garantir para a UFC a sua 13ª carta patente.

Probióticos

Os probióticos são bactérias benéficas à saúde humana, e os alimentos que trazem esses microrganismos promovem bem-estar e saúde. Tradicionalmente têm sido adicionados a produtos de base láctea, como leites, iogurtes, requeijão, queijos e sorvetes, deixando de fora pessoas com restrição ao leite na dieta.

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O néctar probiótico da UFC e da UFMA pode ser obtido de frutas como cupuaçu, açaí, cacau, ciriguela, caju, goiaba, acerola, manga, murici, abacaxi, uva, tangerina, maracujá, cajá e carambola.

Invento e pesquisa

De acordo com o portal da UFC, a motivação para a pesquisa que culminou no invento foi a busca de uma solução probiótica para pessoas com restrição ao leite na dieta. Isso porque esses alimentos tradicionalmente têm sido adicionados a produtos de base láctea, como leites, iogurtes, requeijão, queijos e sorvetes, pelo fato de tais itens contribuírem para a sobrevivência dos microrganismos probióticos ao suco gástrico, que é altamente ácido.

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O desafio no desenvolvimento das bebidas à base de frutas é fazer com que o probiótico mantenha sua viabilidade mesmo diante do baixo pH do produto (ou seja, de sua alta acidez), o que pode inibir o crescimento desse microrganismo. Esse obstáculo começou a ser enfrentado entre 2010 e 2013, quando a Profª Ana Lúcia realizou sua pesquisa de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos da UFC, sob orientação da Profª Sueli Rodrigues. Na ocasião, elas trabalharam com a produção de suco probiótico de caju.

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A Profª Sueli Rodrigues, do Departamento de Engenharia de Alimentos da UFC, destaca que a aplicação de probióticos aos sucos traz como vantagem o fato de estes já serem naturalmente alimentos tidos como saudáveis e isentos de colesterol. “Assim, a utilização de sucos e néctares de frutas, que contêm nutrientes como minerais, vitaminas, fibras e antioxidantes, proporciona maiores efeitos benéficos à saúde do consumidor”, analisa a professora.

Como o pedido da patente foi feito ainda em 2015, a professora informa que, ao longo desse período, já houve avanços nos estudos, a exemplo da avaliação da vida útil do néctar sob refrigeração, para nortear o prazo de validade do produto. Outro progresso foi o uso de adoçantes na elaboração dessas bebidas, com o objetivo de atender também o público com restrição de açúcar na dieta.

Com a carta patente conquista pela UFC, os pesquisadores agora prospectam empresas do setor de bebidas para comercializarem a nova tecnologia.

*Com informações do Portal UFC.




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