
O Dia Nacional do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional celebrado na última terça-feira, 13 de outubro, data que marca a regulamentação dessas duas profissões essenciais no Brasil. Embora o senso comum frequentemente associe a Fisioterapia apenas ao tratamento de contusões, fraturas ou lesões esportivas, e a Terapia Ocupacional a atividades de ocupação do tempo livre, a atuação desses profissionais é pilar estratégico de alta complexidade na saúde pública, na recuperação em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e no Sistema Único de Saúde (SUS).
Em ambientes hospitalares, a presença do fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional é determinante para salvar vidas e reduzir custos operacionais. A Fisioterapia Hospitalar e Intensiva atua no suporte ventilatório, na desmame de aparelhos de respiração mecânica e na mobilização precoce de pacientes acamados, prevenindo complicações severas, como tromboses, infecções pulmonares e a perda severa de massa muscular. Estudos mostram que a intervenção diária reduz significativamente o tempo de internação em leitos de UTI, permitindo uma alta hospitalar mais rápida e segura.
Simultaneamente, a Terapia Ocupacional no contexto hospitalar e do SUS reabilita funções cognitivas, sensoriais e motoras de pacientes que sofreram traumas graves, cirurgias complexas ou reações a doenças crônicas. O terapeuta ocupacional atua na humanização do internamento, no manejo do estresse hospitalar e na readequação das atividades cotidianas para que o indivíduo retorne para casa mantendo sua independência funcional.
O Dr. Jacques Esmeraldo, presidente do Crefito-6, ressalta que o fortalecimento da saúde pública passa pelo reconhecimento e pela garantia de profissionais qualificados em todas as unidades de atendimento do Ceará. “A população começa a descobrir a verdadeira dimensão da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional quando vivencia um momento crítico de internação ou reabilitação grave. Estamos presentes no nascimento, na UTI neonatal, no suporte ao paciente oncólogico, no tratamento de doenças neurológicas, na saúde mental e na velhice. O Crefito-6 atua continuamente fiscalizando e garantindo que hospitais, clínicas e postos do SUS contem com profissionais devidamente habilitados, porque o atendimento ético e técnico salva vidas e acelera a recuperação do cidadão”, enfatiza o presidente.
A amplitude da atuação: onde as profissões estão presentes (e a População Nem Sempre Sabe):
• Em Unidades de Terapia Intensiva (UTI): Controle e ajuste de ventiladores mecânicos, higiene de vias aéreas e prevenção da síndrome do imobilismo em pacientes críticos.
• Saúde Mental e CAPS: A Terapia Ocupacional é referência na reinserção social, organização da rotina e tratamento de transtornos psíquicos e neurodivergências.
• Oncologia e Cardiologia: Reabilitação no pós-operatório do câncer (prevenção de linfedemas) e condicionamento físico de pacientes com insuficiência cardíaca.
• Atenção Básica e Postos de Saúde (SUS): Prevenção de dores crônicas, grupos de mobilidade para idosos, acompanhamento do desenvolvimento infantil e adaptação do lar para acamados.
O Crefito-6 reafirma o compromisso de seguir fiscalizando os serviços no Ceará para assegurar que a sociedade tenha acesso a um atendimento de excelência, valorizando os profissionais que dedicam suas carreiras a devolver o movimento, a autonomia e a dignidade humana.
Sobre o Crefito-6
O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 6ª Região é uma autarquia federal responsável pela normatização, fiscalização e valorização do exercício profissional no Ceará, assegurando que a população tenha acesso a cuidados de saúde éticos, seguros e embasados na ciência.


