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Fortaleza avança para terceira fase de reabertura de atividades

Bares e barracas de praia permanecem fechados

6 de julho de 2020

A terceira fase do Plano Responsável de Abertura das Atividades Econômicas e Comportamentais do Governo do Ceará tem início hoje (6) em Fortaleza. O anúncio foi feito no último sábado (4) e renova, também, por sete dias, o decreto de isolamento social.

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“As demandas da saúde estão diminuindo, a procura por assistência, números de novos casos e óbitos, assim como maior disponibilidade de leitos com UTI, nos levam a passar para a fase 3 na Capital, mas com algumas restrições daquilo que estava no plano inicial”, afirma o Governador Camilo Santana, conforme divulgado no portal oficial do Governo do Ceará.

A nova etapa terá duração de 14 dias. Com a medida, alguns setores já estão autorizados a funcionar presencialmente. São eles:

  •  Têxteis e roupas;
  • Comunicação, publicidade e editoração;
  • Indústria e serviços de apoio;
  • Artigos do lar;
  • Cadeia agropecuária;
  • Cadeia moveleira;
  • Tecnologia da informação;
  • Logística e transporte (com comércio e reparação de bicicletas);
  • Comércio e serviços de higiene e limpeza;
  • Cadeia automotiva;
  • Comércio de outros produtos (saneantes, livrarias, brechós, papelarias e caixões).

O setor de esporte, cultura e lazer deve retornar às atividades em 40%. Calçadões e praias podem ser utilizados para realização de atividades físicas de forma individual.

Os espaços de alimentação retornam com 50% do trabalho presencial, com funcionamento de 9h às 16h, como já vem sendo feito desde a última etapa do Plano.

O comércio de higiene pessoal, cosmético, perfumaria e atividades desse setor em geral deve retornar com 40% do trabalho presencial. Já as celebrações religiosas funcionam apenas com 50% da capacidade.

Mesmo com o avanço de algumas atividades, os bares e barracas de praia permanecem fechados na terceira fase.

Com esse retorno, as atividades econômicas já alcançam 85% do total de trabalhadores formais exercendo suas funções presencialmente. O número está abaixo do que estava previsto inicialmente pelo Governo, que aguardava, nessa etapa, o retorno de 92% da produção.

De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa), com o retorno pleno das atividades, 1.472.504 empregos formais voltarão a circular.

O plano ainda conta com outra etapa. Para avançar, é necessário atingir critérios técnicos, sanitários ou estabelecido pelo Governo do Ceará.

Mesmo com a retomada gradual das atividades, a Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa) e a Prefeitura de Fortaleza reforçam a importância de manter os cuidados para proteger-se da Covid-19. “A gente continua em isolamento social. A gente tem a responsabilidade de iniciar esse processo com muita consciência de que, se não houver responsabilidade individual e coletiva da cidade, ele pode ter que parar caso os indicadores voltem a piorar”, enfatiza o prefeito Roberto Cláudio.

O plano iniciou com uma fase de transição, que iniciou em 1º de junho e contemplou 17 setores que voltaram ao funcionamento em trabalho presencial, variando entre 20% e 30% do efetivo. A primeira fase permitiu que mais atividades voltassem a funcional, com as cadeias produtivas contando com 40% dos seus empregados. A segunda, que antecedeu a atual, caracterizou-se, principalmente, pela reabertura de restaurantes, templos religiosos e o retorno da prática de atividades físicas, mesmo com restrições.

Para avançar, é necessária a colaboração da população, mantendo os hábitos de higiene e praticando o isolamento social. O secretário executivo da Secretaria de Planejamento do Estado (Seplag), Flávio Ataliba, alertou para a possibilidade de novas ondas da doença, caso os protocolos de saúde sejam desobedecidos. De acordo com o secretário, em outros países, observando a situação em outros países, segundas ou terceiras ondas de uma pandemia podem ser ainda mais letais.

Interior do Ceará

No interior, os municípios da Macrorregião da Grande Fortaleza avançaram para a fase 2 da retomada. Já as Macrorregiões do Sertão Central, Litoral Leste/Jaguaribe passaram da etapa de transição e estão, agora, na fase 1.

As Macrorregiões Norte e Cariri permanecem na fase de transição. As cidades de Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Brejo Santo, Iguatu, Sobral e Tianguá estão em Isolamento Social Rígido, renovado para mais sete dias.

“Estamos trabalhando com o planejamento de forma regionalizada, pois em cada Macrorregião a pandemia se apresenta de forma diferente. Por isso, estamos ampliando leitos hospitalares e leitos com UTIs no interior do Estado, principalmente na Região Norte, Centro Sul e Cariri, tudo para atender as demandas que avançam nessas regiões”, explica Camilo.

Decreto de isolamento social

Março:

  • Em 11 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS), declara pandemia de Covid-19, alegando que a doença já estava espalhada por diversos continentes com transmissão comunitária entre as pessoas.
  • Em 15 de março, a Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa) anunciou os três primeiros casos confirmados de Covid-19 no Ceará. Todos os infectados estavam na capital.
  • Em 16 de março, durante reunião do Comitê Estadual de Enfrentamento ao Coronavírus, o Governo determinou Estado de Emergência de Saúde Pública no Ceará. Dentre as medidas estabelecidas, estava a suspensão de qualquer evento público no Ceará acima de 100 pessoas.
  • Em 19 de março, inicia o processo de isolamento social no Ceará. A medida começou orientando que os cearenses permanecessem em casa durante 10 dias, para evitar a transmissão do vírus entre os cidadãos.
  • Em 26 de março, a Sesa divulgou a confirmação de três óbitos por Covid-19 no Ceará. Na época, o Ceaá registrava 211 casos da doença.
  • Em 29 de março, o governador anuncia, por meio de transmissão ao vivo pelas redes sociais, a prorrogação do Decreto Estadual que previa o isolamento social por mais sete dias.

Abril:

  • Em 5 de abril, o decreto é prorrogado por mais 15 dias. Segundo o Governador, a medida foi tomada levando em consideração questões técnicas e científicas.
  • Em 6 de abril, o secretário de saúde do Ceará, Dr. Cabeto, anuncia novas estratégias, como distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para profissionais de saúde e ampliação de testes em Fortaleza.
  • Em 19 de abril, Camilo Santana prorroga o isolamento social por mais 15 dias. “Nossa prioridade tem sido preservar a vida dos cearenses e minimizar os efeitos da pandemia para a nossa população”, afirma.

Maio:

  • Em 5 de maio, o isolamento é prorrogado por mais 15 dias e são divulgadas novas medidas de enfrentamento. Entre elas, estava a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção e o isolamento social rígido.
  • Em 6 de maio, torna-se obrigatório o uso de máscaras de proteção.
  • Em 8 de maio, torna-se proibida a circulação de pessoas veículos em espaços públicos como praias, praças, calçadões e parques. A exceção se aplicava apenas se fosse apresentada alguma justificativa, como busca aos serviços essenciais. A fiscalização era feita por agentes da Secretaria de Saúde, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Estadual e Detran, além de agentes municipais de fiscalização.
  • Em 20 de maio, o isolamento social rígido é prorrogado na Capital;
  • Em 29 de maio, o governador Camilo Santana anuncia o Plano Responsável de Abertura das Atividades Econômicas e Comportamentais, que autoriza o retorno do funcionamento de alguns setores.

Junho:

  • Em 1 de junho, inicia-se a fase de transição do Plano Responsável de Abertura das Atividades Econômicas e Comportamentais do Governo do Ceará, com 17 setores retornando às atividades, variando de 20 a 30% do efetivo.
  • Em 8 de junho, inicia-se a primeira etapa do Plano, prevista para durar 14 dias.
  • Em 22 de junho, inicia-se a segunda etapa do plano, prevista para durar 14 dias.

Julho:

  • Em 6 de julho, inicia-se a terceira etapa do plano, prevista para durar 14 dias.

Situação no Ceará

Até o momento da publicação desta matéria, de acordo com a plataforma IntegraSUS, foram registrados 121.986 casos confirmados da doença e 6.441 óbitos no Estado.




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