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Depressão na gestação e pós-parto exige cuidados e rede de apoio

Acompanhamento durante o pré-natal pode evitar quadros depressivos

16 de setembro de 2020
depressão pós parto

Ansiedade e estresse são considerados fatores de risco para a depressão pós-parto.

Quando o sonho da maternidade torna-se um momento de tristeza e insegurança. A campanha Setembro Amarelo, que tem como objetivo debater temas relacionados ao suicídio, também traz à tona um assunto relevante: a depressão pós-parto.

Segundo a Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (Sogorn), é importante estar alerta a essa condição durante toda a gestação.

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A depressão pós-parto é gerada pela expectativa da mulher de que a gravidez será um momento de total felicidade. Porém, muitas vezes, esse momento traz o sentimento de confusão, medo e incerteza, contribuindo para um estado depressivo.

De acordo com Stenia dos Santos Lins, membro da Sogorn e médica aposentada da Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap), estudos apontam que entre 30% a 40% das mulheres atendidas em unidades básicas de saúde ou com perfil socioeconômico baixo, apresentaram esse quadro.

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“Durante o período do pós parto, há exigências adaptativas impostas às mulheres e isso acaba sobrecarregando-as. É importante que nós, profissionais da saúde, conheçamos os fatores de riscos para detectar precocemente o início de uma possível depressão, como falta de apoio familiar e/ou social, comportamentos suicidas anteriores, crises de ansiedade, idade menor que 20 anos, violência doméstica, entre outros”, aponta Stenia.

Fatores de risco

A recomendação da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (Sogorn) é que os obstetras estejam atentos a alguns fatores de risco que podem ser observados durante o acompanhamento pré-natal. São eles:

  • Ansiedade;
  • Estresse;
  • Histórico de depressão;
  • Gravidez indesejada;
  • Complicações da gestação;
  • Histórico de abuso;
  • Trauma.

De acordo com o estudo “Prevalência da depressão gestacional e fatores associados”, realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, os sintomas de depressão são mais comuns e graves durante a gravidez do que no período pós-parto, sendo raros os casos de suicídio.

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As pressões culturais da sociedade, a romantização da maternidade e desse período da vida das mulheres são, em muitos casos, incompatíveis com a realidade vivida durante o puerpério, fase que compreende desde o parto até o momento em que o corpo da mulher volta às condições anteriores à gestação.

Por isso, a especialista alerta que cuidar da saúde mental das gestantes desde o pré-natal é essencial para identificar a depressão durante a gestação e o período do pós-parto.




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