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Veganismo: Criança pode ser vegana?

Com o acompanhamento adequado e uma alimentação balanceada, o veganismo pode ser saudável para todas as idades

21 de junho de 2019
Criança vegana: Por restringir o consumo de alguns alimentos, o cuidado para evitar deficiências nutritivas na dieta vegana infantil deve ser redobrado. (Foto: Banco de dados)

Criança vegana: Por restringir o consumo de alguns alimentos, o cuidado para evitar deficiências nutritivas na dieta vegana infantil deve ser redobrado. (Foto: Banco de dados)

A relação entre veganismo e alimentação infantil é muito discutida por conta da restrição de alguns alimentos e seus valores nutricionais. Segundo artigo publicado pela Academia de Nutrição e Dietética em 2016, a dieta vegana para pessoas de qualquer idade, inclusive crianças e gestantes, é saudável, desde que seja nutricionalmente balanceada.

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“A dieta de uma criança vegana exige maior absorção de macronutrientes, como gordura, proteína e carboidrato, por conta da fase de crescimento. Enquanto uma criança precisa de 20 a 30% de proteína no cardápio, o adulto necessita de 15%”, explica a nutricionista funcional Isabel Miguel.

O cardápio de uma criança vegana 

A nutricionista alerta ainda para o consumo de fibras e vitaminas. “Uma criança vegana tem que adequar o consumo de fibras para não interferir na absorção de minerais, como ferro e zinco. Isso influencia diretamente no desenvolvimento. Além disso, é muito importante procurar alimentos ricos em vitamina b12 ou suplementação”, explica.

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Por restringir o consumo de alguns alimentos, o cuidado para evitar deficiências nutritivas na dieta vegana infantil deve ser redobrado. “Sem um acompanhamento nutricional, a ausência de proteína animal pode comprometer o sistema cognitivo, neuronal, cerebral e o crescimento físico da criança, causados por conta da ausência de vitaminas, ferro, cálcio e ômegas 3, 6 e 9, por exemplo”, aponta a nutricionista.

Pais + nutricionista: uma parceria necessária

A atuação dos pais é importante não só para a alimentação, mas para todo o desenvolvimento das crianças. “Conscientização, crescimento e vida saudável, tudo está interligado e é totalmente influenciado pelos pais. Em parceria com um nutricionista, é possível montar um cardápio, seguir o acompanhamento e dar o exemplo”, indica Isabel.

Dica da nutri: Não force alimentos que a criança não goste ou não se adapte! O indicado é repetir os alimentos por três dias consecutivos para que ela se acostume.

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Hábitos simples, como montar um prato divertido, ajudam as crianças a distinguirem melhor os sabores, segundo a nutricionista. “Puxe para o lado lúdico. Demonstre alguma coisa para que a criança entenda e associe a figura, comida e sabor. Evite misturar muitos alimentos em um mesmo prato, isso dificulta o desenvolvimento na percepção de sabor. Inclua 3 a 4 opções no mesmo prato, no máximo”.

EVITE
  • Industrializados, açúcares e refrigerantes
  • Sucos/polpas: o ideal é estimular a comer a fruta natural
  • Soja: principalmente em forma transgênica, pode trazer alterações negativas para a tireóide infantil
INCLUA
  • Frutas, leguminosas, brócolis, couve-flor, cenoura, couve-manteiga, espinafre, beterraba, laranja, mamão, abóbora, linhaça: alimentos são fontes de energia, vitaminas, fibras e ômega 3.



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