
Close-up image of a young woman relaxing in the park in the springtime.
No Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, o foco global se volta para a equidade. No entanto, um pilar fundamental dessa discussão frequentemente permanece nas sombras: a saúde mental. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que quase 1 bilhão de pessoas vivem com algum transtorno mental, enquanto o acesso ao tratamento permanece um privilégio de poucos. No Brasil, o cenário é desafiador; somos considerados um dos países mais ansiosos do mundo.
Democratizar o acesso à psicoterapia não é apenas uma questão de oferta de profissionais, mas de quebra de barreiras socioeconômicas e culturais. Durante décadas, o cuidado psicológico foi visto como um “artigo de luxo” ou algo destinado apenas a casos graves. Precisamos transitar para um modelo onde a terapia seja vista como saúde básica e preventiva.
A desmistificação dos transtornos mentais é o primeiro passo dessa jornada. O preconceito impede que indivíduos busquem ajuda precocemente, agravando quadros que poderiam ser manejados com intervenções simples. Transtornos como depressão, ansiedade e o TDAH não são falhas de caráter ou “falta de força de vontade”; são condições clínicas que demandam acolhimento e ciência.
Como educadora parental, vejo que essa mudança começa na infância. Ao validarmos as emoções das crianças e oferecermos letramento emocional, estamos criando uma geração que não terá vergonha de cuidar da mente. A saúde mental deve ser democrática porque o sofrimento não escolhe classe social.
Neste Dia Mundial da Saúde, o convite é para que a sociedade, o poder público e as instituições privadas olhem para a mente com a mesma urgência que olham para o corpo. Afinal, não existe saúde sem saúde mental.


