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Quadril é uma das regiões do corpo mais afetadas pela obesidade; veja impactos e formas de controle do peso

Presidente da Sociedade Brasileira do Quadril (SBQ) explica de que forma o excesso de peso prejudica o funcionamento do quadril.

10 de março de 2026

O mês de março é dedicado ao combate à obesidade, com foco nos impactos dessa condição crônica em diversas partes do corpo, como alertado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Celebrado em 4 de março, o Dia Mundial de Combate à Obesidade, instituído desde 2020, promove a conscientização sobre a manutenção do peso adequado para evitar prejuízos à saúde e ao bem-estar.

“O quadril é uma das regiões mais afetadas pela obesidade, devido ao aumento da pressão nas articulações, que acelera o desgaste da cartilagem e favorece condições como osteoartrite, fraturas e inflamações. Cada quilo extra de peso corporal eleva significativamente a carga mecânica no quadril durante os movimentos diários, agravando dores e limitando a mobilidade”, alerta o ortopedista Osvaldo Nunes Pires, Presidente da Sociedade Brasileira do Quadril (SBQ).

Estatísticas alarmantes

De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade 2025, 31% da população brasileira adulta vive com obesidade, enquanto 68% apresenta excesso de peso, com projeções de aumento de até 46,2% nos casos entre mulheres até 2030 — fatores que contribuem diretamente para o risco de problemas articulares no quadril. A pesquisa Vigitel 2025 reforça que a obesidade entre adultos cresceu 118% de 2006 a 2024, elevando complicações como artrose, que afeta cerca de 12 milhões de brasileiros (6,3% dos adultos).

Entre as principais consequências da obesidade no quadril está a osteoartrite (artrose), que pode evoluir para dor intensa, rigidez e perda progressiva de mobilidade, frequentemente exigindo próteses articulares em idades mais jovens. “Outros impactos incluem maior risco de fraturas por estresse, necrose avascular da cabeça femoral e instabilidade ligamentar, agravados pelo acúmulo de tecido adiposo que altera o centro de gravidade do corpo. Em casos avançados, esses problemas levam a limitações funcionais graves, impactando a qualidade de vida e aumentando o risco de comorbidades como diabetes e hipertensão”, alerta Osvaldo Nunes Pires.

O Presidente da SBQ explica que para controlar o peso corporal de forma eficaz e sustentável, é preciso adotar uma dieta equilibrada, rica em vegetais, frutas, proteínas magras e grãos integrais, reduzindo o consumo de açúcares refinados e alimentos ultraprocessados. “É importante incorporar atividades físicas regulares, como 150 minutos semanais de exercícios aeróbicos moderados combinados com treinamento de força duas vezes por semana, adaptados à sua condição física para evitar lesões no quadril”, observa o ortopedista.




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