A onda de calor que deve elevar as temperaturas em até 3°C em regiões como Sertão Central, Cariri, Inhamuns e Litoral Norte do Ceará, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), acende um sinal de alerta para toda a população. O cenário de calor intenso aliado à baixa umidade do ar cria condições propícias para danos à pele, especialmente entre crianças, idosos e pessoas que passam longos períodos expostas ao sol.
A dermatologista e docente do Instituto de Educação Médica (IDOMED), Sara Viana, destaca que as altas temperaturas combinadas ao ar seco comprometem a barreira da pele, responsável por manter a hidratação e proteção do organismo contra agentes externos. “A pele é o maior órgão do corpo e também o mais exposto às variações climáticas. Em períodos de calor extremo, ela sofre primeiro”, explica.
Segundo a especialista, nesses períodos, beber mais água e manter a pele sempre hidratada é o melhor a se fazer. “Quando há perda excessiva de água pela pele, surgem ressecamento, coceira e maior sensibilidade a infecções”, complementa. Além disso, a Dra. Sara Viana cita que outro problema frequente durante as ondas de calor é a dermatite irritativa, causada pelo suor excessivo associado ao atrito da pele com roupas sintéticas. “Opte por usar roupas com tecidos leves, de algodão ou camisas com proteção solar no tecido. Além da proteção da pele em geral, também sugiro o uso de chapéus e óculos escuros com proteção”, orienta.
A dermatologista destaca que cuidar da pele é essencial para a saúde. Mesmo em dias nublados, até 80% da radiação UV pode atingir a superfície, reforçando a necessidade do uso diário de protetor solar, com reaplicação a cada duas horas, sobretudo para quem trabalha ao ar livre. “Usar o fator de proteção 30 já é o suficiente, desde que você aplique a quantidade adequada, que é pelo menos uma colher de chá para a face e pescoço”, finaliza Dra. Sara Viana.


