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HSJ implementa protocolo hospitalar que reduz risco de parada cardiorrespiratória

Rapidez no atendimento é essencial para salvar vidas

21 de março de 2024

Texto e fotos: Filipe Dutra

A urgência no atendimento a um paciente com risco de parada cardiorrespiratória é fundamental para uma melhor recuperação. Com isto em vista, o Hospital São José (HSJ), da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), recebeu capacitação do Hcor – Associação Beneficente Síria, de São Paulo, em parceria com o Programa de Apoio no Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) e o Ministério da Saúde, para o aprimoramento da implementação da Escala NEWS, protocolo de alerta precoce de deterioração clínica, ou seja, da piora repentina das condições fisiológicas do paciente.

O projeto foi implementado de julho de 2021 a dezembro de 2023 na Unidade C do hospital. A Escala NEWS, do inglês “National Early Warning Score” ou “Escore para Alerta Precoce”, serve para mensurar e classificar a gravidade de um paciente. “O objetivo principal é acompanhar o paciente que esteja agravando sua condição de saúde, tomar medidas que controlem o que está acontecendo e, principalmente, evitar que ele tenha uma parada cardiorrespiratória, o que tornaria ainda mais grave seu estado”, sintetiza a coordenadora de enfermagem da Unidade C do HSJ, Edilene Rodrigues.

Segundo o protocolo, são dados ao paciente pontuações, ou escores, de acordo com critérios pré-estabelecidos, que dependem da saturação do oxigênio, frequências respiratórias e cardíacas e temperatura do corpo, entre outros. Quanto mais grave a situação, menor deve ser o tempo de resposta da equipe médica. Este tempo pode variar de 2 a 30 minutos, dependendo do total pontuado. São utilizadas quatro medidas e elas são distintas por cores: verde, amarelo, vermelho e azul.

A classificação de pacientes é feita pela equipe de enfermagem. Caso haja alguma intercorrência, entra em ação o Time de Resposta Rápida (TRR) do HSJ, composto por médicos, que são acionados por meio de uma comunicação simples, via rádio. Se a mensagem vier “TRR, código azul”, é porque o paciente já está tendo uma parada, e a equipe precisa ser ágil.

E a resposta foi mesmo rápida. Ao longo do projeto, a Unidade C teve cinco eventos relacionados ao Código Azul, e, há quatro meses, não foi preciso sequer acioná-lo. Também no período, houve uma redução de 48% no acionamento do Código Vermelho, que é utilizado para o atendimento de pacientes com risco de deterioração precoce. “A sensação é de vitória. Muita coisa melhorou e, hoje, a gente tem um protocolo muito bem inserido na rotina de todos os profissionais da unidade”, celebra Edilene.




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