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Dia Mundial de Conscientização do Autismo: especialista alerta o desafio do diagnóstico tardio e a importância do suporte escolar

Em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo (2 de abril), a campanha de 2026 destaca que a “Autonomia se constrói com apoio”. O tema central reforça que a independência da pessoa neurodivergente não é um processo isolado, mas o resultado de uma rede sólida que envolve família, escola e profissionais de saúde. O […]

2 de abril de 2026

Em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo (2 de abril), a campanha de 2026 destaca que a “Autonomia se constrói com apoio”. O tema central reforça que a independência da pessoa neurodivergente não é um processo isolado, mas o resultado de uma rede sólida que envolve família, escola e profissionais de saúde. O objetivo é conscientizar a sociedade de que o suporte adequado é o que viabiliza o protagonismo e o desenvolvimento de habilidades individuais em todas as fases da vida.

Para que a autonomia seja alcançada, o suporte escolar deve ir além da integração básica, utilizando ferramentas como o Plano de Desenvolvimento Individualizado (PDI). Segundo estudos, adaptar o currículo e o ambiente para reduzir sobrecargas sensoriais é fundamental. No âmbito familiar, o acolhimento inicial e o acesso a informações baseadas em evidências científicas transformam o diagnóstico em um ponto de partida para o desenvolvimento, e não em uma limitação.

Embora o foco seja o suporte à autonomia, a campanha também alerta para a necessidade de identificar o autismo em perfis historicamente negligenciados, como o feminino. Mulheres autistas frequentemente utilizam o masking (camuflagem social), o que pode retardar o acesso aos apoios necessários. Para a psicóloga e neuropsicóloga Sarah Rebeca Barreto, o diagnóstico, seja na infância ou na vida adulta, é a chave para personalizar esse suporte.

“A autonomia não significa fazer tudo sozinho, mas ter as ferramentas certas para exercer suas escolhas. Quando falamos de mulheres que descobrem o autismo tardiamente ou de crianças em fase escolar, o suporte deve ser o facilitador desse processo, respeitando o tempo e a forma de cada um processar o mundo”, afirma a psicóloga e neuropsicóloga Sarah Rebeca Barreto.




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