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Como o Ceará está se adaptando às novas tendências alimentares

Conheça algumas indústrias que fazem a diferença no mercado de alimentos. Pela 10ª vez, a rede americana de supermercados Whole Food Markets publicou uma lista com as apostas de tendências para alimentos e bebidas no novo ano que se inicia. A revista Forbes Agro fez um compilado dessas tendências, entre as quais destacam-se o maior […]

1 de fevereiro de 2025

Conheça algumas indústrias que fazem a diferença no mercado de alimentos.

Pela 10ª vez, a rede americana de supermercados Whole Food Markets publicou uma lista com as apostas de tendências para alimentos e bebidas no novo ano que se inicia. A revista Forbes Agro fez um compilado dessas tendências, entre as quais destacam-se o maior consumo de chás e infusões (inclusive com o uso em receitas de sobremesas); de proteínas variadas de origem animal; texturas crocantes nos alimentos e investimentos em bebidas saudáveis.

Da tendência americana para as prateleiras do comércio cearense, o Sindicato das Indústrias da Alimentação e Rações Balanceadas no Estado do Ceará (Sindialimentos) avalia como “bem-vindas” as propostas que são feitas anualmente nos Estados Unidos, visando apresentar um roteiro de alimentação mais saudável para os consumidores. De acordo com o diretor financeiro do Sindicato, André Siqueira, “a produção agroindustrial do estado tem caminhado ao encontro dessas tendências, até para atender as exigências dos consumidores, que estão cada vez mais seletivos na hora das compras”.

André, que é Mestre em Avicultura e Doutor em Biotecnologia, apresenta sua própria lista de apostas em alimentos e bebidas, produzidos no estado.

Capote do sertão como opção de proteína
A Emape Alimentos, conhecida pela produção de ovos e galinhas do sertão congeladas, lançou, para as festas de fim de ano de 2024, o “Capote do Sertão”. Também chamado de galinha d`Angola, o consumo desse tipo de carne é comum na culinária francesa. A Emape importou, com exclusividade para a América do Sul, o projeto completo de criação industrial e de inseminação artificial da ave, mantendo o padrão europeu de qualidade, desenvolvido pela empresa francesa Galor. Para saber mais: @emapealimentos

Catálogo com produtos 100% naturais

Outra aposta priorizando o mercado local são os produtos desenvolvidos pela Spirro Produtos Naturais. Em atividade há 27 anos, a empresa comercializa chás terapêuticos, temperos, alimentos naturais (como granolas, tribulus, farinha de banana, açúcar mascavo e de coco, além de extratos de feijão e de soja). Também conta com opções de complementos encapsulados de chá verde, Ginseng, maca peruana, amora miúra, além da linha de xaropes, óleos vegetais e essências aromatizantes. Para saber mais: @spirronaturais


Castanhas de caju: à cara do Ceará

Ao contrário do que muita gente ainda acredita, o caju é apenas o pseudofruto do cajueiro, sendo a castanha-de-caju o verdadeiro fruto da espécie Anacardium occidentale. E nada mais cearense do que esse alimento em receitas doces e salgadas, além de ser uma boa pedida para snack natural. A Suprema Caju comercializa o produto em amêndoas, granulado, inteiro ou como farináceo. As opções de compra podem ser no varejo ou no atacado, inclusive com o modelo de white label, em que outra empresa atribui a própria marca ao produto. Para saber mais: @supremacaju

Aumento na produção de coco
No quesito sustentabilidade, a Dikoko apresenta no seu portfólio água de coco em embalagens de um litro e de 200 mililitros, além do óleo natural e do flocos de coco. Ano passado, a empresa anunciou que irá aplicar R$196 milhões para construção de nova unidade da empresa em Itapipoca. A matriz da empresa em Paraipaba, chegou a produzir mais de 170 milhões de cocos, representando 20% do PIB municipal em 2023. Para saber mais: @dikoko.oficial

Carnaval sem dietas restritivas: A abordagem da medicina integrativa para a saúde nutricional

Com 15 milhões de brasileiros enfrentando distúrbios alimentares, práticas como a dieta do ovo, comuns nessa época do ano, podem comprometer a saúde. A Medicina Funcional Integrativa propõe equilíbrio e longevidade.

A proximidade do carnaval, aliada à pressão por alcançar padrões estéticos, intensifica a adesão a dietas rápidas e extremamente restritivas. Entre as mais atuais, a dieta do ovo promete transformar o corpo em questão de dias. No entanto, essas práticas podem trazer consequências graves à saúde.

Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), o Brasil conta com cerca de 15 milhões de pessoas enfrentando distúrbios alimentares, como compulsão alimentar, bulimia e anorexia. Dietas restritivas não apenas dificultam o tratamento desses quadros, como também podem ser gatilhos para o surgimento de novos transtornos.

“Dietas milagrosas muitas vezes geram deficiências nutricionais e desregulam o metabolismo, mas o impacto psicológico é igualmente preocupante. Elas aumentam a ansiedade, levam a episódios de compulsão alimentar e reforçam uma relação disfuncional com a comida. Para quem já enfrenta transtornos alimentares, essas práticas podem agravar significativamente o quadro clínico”, alerta a Dra. Bárbara Mariano, médica gastroenterologista e diretora da Clínica Integrative Campinas.

Wellness e a Medicina Funcional Integrativa: um caminho para a saúde original

O conceito de wellness é ressignificado pela Medicina Funcional Integrativa. Nessa abordagem, o foco está na recuperação da saúde original, promovendo um equilíbrio duradouro entre saúde física, emocional e mental, sempre respeitando as necessidades e individualidades de cada paciente.

“Na medicina funcional, o cuidado começa com uma análise holística e aprofundada de cada paciente. Utilizamos tecnologias como bioimpedância para medir a composição corporal e a idade celular, termografia para identificar inflamações precoces e exames metabólicos para avaliar déficits nutricionais e hormonais. A partir disso, construímos planos personalizados que incluem alimentação balanceada, exercícios físicos e estratégias para o manejo do estresse, sempre respeitando a individualidade e realidade de cada paciente”, explica a médica.

Além disso, essa abordagem promove resultados que vão além da estética. “Pacientes que adotam práticas integrativas relatam não apenas melhorias estéticas, mas também maior disposição, controle emocional e uma relação mais saudável com a alimentação. Nosso foco é o equilíbrio do organismo como um todo, garantindo saúde e longevidade”, reforça Dra. Bárbara.

Segundo ela, dietas restritivas para eventos sazonais, como o carnaval, representam um conceito ultrapassado que ignora os impactos físicos e emocionais do desequilíbrio alimentar e, por isso, é crucial promover um diálogo mais amplo sobre a importância de uma relação saudável com a alimentação. “É hora de priorizar o equilíbrio e a saúde de forma integral, deixando de lado práticas que colocam em risco o corpo e a mente.”




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