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Amamentação reduz mais de 60% das internações hospitalares de crianças por doenças respiratórias

O leite materno possui componentes que atuam na defesa do organismo

22 de agosto de 2023

O leite materno é o alimento mais completo e adequado para os bebês, principalmente para os menores de seis meses. Ele é considerado superior a qualquer outro leite pois conta com todos os nutrientes responsáveis pelo crescimento adequado da criança, além estimular o desenvolvimento adequado do sistema imunológico do bebê que irão prevenir inúmeras doenças e complicações à saúde, entre elas as ligadas ao trato respiratório.

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Segundo dados do Ministério da Saúde, a amamentação exclusiva nos primeiros meses de vida reduz em até 63% as internações hospitalares relacionadas a doenças respiratórias, como pneumonia, bronquiolite e até gripes. “Essas infecções são as mais comuns nas crianças e podem gerar complicações se não forem tratadas da forma adequada”, afirma a pediatra e docente do Instituto de Educação Médica (IDOMED), Eucilene Kassya Barros.

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Para além dos 6 meses

A médica explica que o leite materno é importante para evitar tais doenças pois “contém imunoglobulina A, uma proteína que atua como protetor nas mucosas do sistema respiratório do bebê evitando a progressão de infecções, além de reduzir a exposição e a absorção intestinal de alergênicos responsáveis pelas doenças respiratórias”. A Dra. Eucilene Kassya orienta, ainda, que a amamentação prolongada para além dos seis meses pode trazer mais benefícios.

“Os anticorpos continuam a proteger a criança mesmo com a introdução alimentar. O leite materno possui outros componentes que atuam na defesa do organismo do lactente. Seus mecanismos incluem atividade específica contra agentes infecciosos, crescimento celular da mucosa intestinal aumentando a resistência às infecções, diminuindo a incidência e/ou a gravidade de diarreia, botulismo, enterocolite necrotizante, alergias, entre outras, incluindo as auto-imunes”, pontua a pediatra.

Mãe e bebê

A especialista complementa destacando que o aleitamento materno é a estratégia que, isoladamente, mais previne mortes em crianças menores de cinco anos. “Isso é fato comprovado cientificamente”. Diz, ainda, que os benefícios não são só para os bebês, mas também para as mães que amamentam. “Além de ver seu filho se desenvolver de forma plena e saudável, ela tem rápida volta do útero ao seu tamanho anterior, pois em cada mamada a liberação do hormônio ocitocina contrai o útero, diminui o sangramento e previne a anemia. A longo prazo, reduz as chances de desenvolver diabetes, doenças cardiovasculares, como também a chance de câncer de mama e ovário”, cita.




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