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Redeterapia auxilia na recuperação de bebês prematuros

A técnica coloca os bebês em pequenas redes dentro da incubadora, ajudando a adquirir uma posição mais confortável, semelhante a que estava no útero materno

24 de outubro de 2019

Por Tereza Fernandes/ Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa)

Redeterapia: Na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do Hospital Regional Norte em Sobral, a pequena Maria Esperança recebe todo o cuidado da equipe desde que nasceu. Saudável, a bebê passa boa parte do tempo em uma rede adaptada ao seu tamanho dentro de sua incubadora. (Foto: Divulgação)

Redeterapia: Na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do Hospital Regional Norte em Sobral, a pequena Maria Esperança recebe todo o cuidado da equipe desde que nasceu. Saudável, a bebê passa boa parte do tempo em uma rede adaptada ao seu tamanho dentro de sua incubadora. (Foto: Divulgação)

A redeterapia, técnica na qual os bebês mais estáveis são colocados em pequenas redes dentro da incubadora, ajuda a criança a adquirir uma posição mais confortável, semelhante a que estava no útero materno. “A redeterapia consegue deixar o bebê mais aconchegado, simulando a posição intrauterina. Além disso, como o tecido é mais macio, exerce menos pressão sobre a pele do bebê evitando lesões. Os bebês até provocam um balanço suave na rede quando mexem as perninhas, ficando mais calmos e adormecendo com facilidade”, ressalta a coordenadora da Neonatologia do HRN, a médica Renata Freitas.

Segundo ela, o tratamento acaba acelerando o processo de recuperação e alta dos bebês. A orientação médica para que o bebê seja colocado na rede é feita em parceria com a equipe da fisioterapia para garantir que as crianças permaneçam na posição mais adequada ao seu desenvolvimento.

Na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do Hospital Regional Norte em Sobral, do Governo do Ceará, a pequena Maria Esperança recebe todo o cuidado da equipe desde que nasceu. Saudável, a bebê passa boa parte do tempo em uma rede adaptada ao seu tamanho dentro de sua incubadora.

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A mãe de Maria Esperança, a dona de casa Antônia Lourenço de Sousa, 38, comemora a melhora rápida de sua sexta filha,  nascida em um parto difícil em casa, em Tianguá, a cerca de 90 km de Sobral. “Achei que ela se desenvolveu muito e muito rápido. Aqui é muito bom, gostei muito. Não falta nada para a minha filha e os profissionais estão o tempo inteiro olhando, cuidando dela. Também achei muito fofa a redinha”, diz com um sorriso. Antônia garante que pode estar com a filha o tempo que quiser, e assim também ordenhar o leite que Maria Esperança ingere na beira do leito. A mãe conta ainda que sempre que possível, as técnicas de enfermagem a ajudam a colocar sua filha no colo.

Humanização

Os bebês prematuros, que nascem com idade gestacional abaixo de 37 semanas, recebem cuidados da equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos. Há ainda psicólogos que dão apoio às mães.

O serviço de Neonatologia contempla a unidade de terapia intensiva neonatal (Utin), a unidade de cuidado intermediário convencional (Ucinco) e a unidade de cuidado intermediário neonatal canguru (Ucinca). São 49 leitos, dos quais 10 na UTI neonatal, 30 na UCI neonatal e 9 na UCI canguru. São atendidos pacientes de 55 municípios da região Norte do Estado.

Os bebês recebem os cuidados de saúde necessários, além de ações de humanização, como o Método Canguru que promove a aproximação entre família e bebê através do contato pele a pele, estimulando o desenvolvimento e recuperação de bebês com baixo peso e prematuros. Há ainda a musicoterapia, que proporciona o relaxamento dos pacientes, contribuindo para a melhora da saturação de oxigênio, a regulação da frequência cardíaca, o sono, a sucção não-nutritiva e o ganho de peso.

A incubadora é aquecida e umidificada, com pouca luminosidade e quase sem ruídos para simular o ambiente do útero materno e promover o crescimento e desenvolvimento do recém-nascido prematuro. Os bebês também contam com suporte respiratório e nutricional. “Eles precisam de um aporte nutricional porque têm baixo peso e demandam muita energia para se formar”, explica Cristiane Lemos, coordenadora de enfermagem da Neonatologia do HRN.

 




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