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Em menos de dez anos, obesidade infantil pode atingir 11,3 milhões de casos no Brasil

Compulsão alimentar e sobrepeso estão entre os principais sintomas do problema

3 de junho de 2019
Obesidade infantil. Segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO), o problema tem afetado mais de 2 milhões de crianças por ano no Brasil. (Foto: Banco de Dados)

Obesidade infantil. Segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO), o problema tem afetado mais de 2 milhões de crianças por ano no Brasil. (Foto: Banco de Dados)

A obesidade infantil assola mais de dois milhões de crianças brasileiras por ano, de acordo com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO). A condição é caracterizada pela criança que está significativamente acima do peso para sua idade e altura. Além disso, sintomas que a identificam são sobrepeso, compulsão alimentar periódica, falta de ar e obesidade abdominal. 

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Obesidade infantil

A previsão é de que mais de 11 milhões de crianças serão obesas no Brasil em menos de 10 anos. O dado alarmante, divulgado pela Federação Mundial de Obesidade, é um alerta para a proporção que o problema vem tomando. Má alimentação, sedentarismo e, em alguns casos, doenças hormonais e influência genética são as principais causas do problema. Neste 3 de junho, datado como o Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, o objetivo é motivar hábitos mais saudáveis nas nossas crianças.

Uma das ferramentas usadas para avaliar a obesidade e o excesso de peso é o Índice de Massa Corporal (IMC), que deve estar abaixo de 25 pontos. O cálculo é feito pelo peso do indivíduo em quilogramas, dividido pelo quadrado de sua altura em metros (kg/m²).

De acordo com dados do Ministério da Saúde, no Ceará, 10,51% das crianças menores de 5 anos se encontram em situação de obesidade. O estado ocupa o segundo lugar no ranking Nordeste, atrás somente de Sergipe que tem 10,62%, e ultrapassa a média nacional que é de 7,11%.

Além disso, a obesidade infantil pode ser um fator precedente de algumas doenças como diabetes, pressão arterial alta e níveis elevados de colesterol. A estimativa da Federação Mundial de Obesidade é que em 2025, 150 mil crianças e jovens no Brasil desenvolverão diabetes tipo 2, enquanto 1 milhão terão pressão arterial elevada. Outro dado alarmante é o número de crianças e jovens brasileiros que sofrerão com gordura no fígado. Segundo a entidade, serão cerca de 1,4 milhão.

Tratamento

O primeiro passo é buscar por orientação médica após identificar o problema. Uma equipe multidisciplinar, composta por nutricionistas, endocrinologistas, psicólogos e pediatras, faz a diferença. No entanto, o suporte da família é igualmente fundamental à eficácia do tratamento. A mudança nos hábitos alimentares pode ser um momento difícil para a criança ou adolescente, principalmente se estiver acostumado com outra rotina, podendo ocasionar problemas como baixa autoestima e depressão. Por isso o cuidado com o psicológico é essencial. 

Estimular a prática de atividade física também é imprescindível. A Federação Mundial de Obesidade aponta que 80% dos jovens não atingem os níveis recomendados de atividade. A ABESO recomenda realizar atividades aeróbicas por 20 a 30 minutos, cinco dias por semana.

Quanto à dieta, a ABESO indica que a ênfase deve ficar em alimentos ricos em proteína; além da redução da ingestão de alimentos ricos em gordura, como laticínios, óleo e carne vermelha. O intuito é, além de equilibrar a dieta, melhorar também a saúde cardiovascular, a fim de evitar problemas graves, como a hipertensão. 




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