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Máscara VNI auxilia em quadros de insuficiência respiratória pela Covid-19

O uso do equipamento tem diminuído a necessidade de intubação dos pacientes e o tempo de internação nas UTIs

7 de agosto de 2020
máscara VNI

A utilização da máscara VNI evitou que Fernando Mendonça fosse intubado. Foto: Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa)

Pacientes que apresentam o quadro de insuficiência respiratória aguda em decorrência da Covid-19 estão sendo submetidos à ventilação não invasiva com pressão positiva (VNI), por meio de uma máscara de mergulho adaptada. A intervenção tem como objetivo melhorar os níveis de oxigenação, diminuir o desconforto respiratório e evitar a intubação.

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O equipamento é destinado a pessoas que não apresentaram melhoras com o respirador padrão. Utilizando a VNI, o tempo de permanência nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) tem sido ainda menor. Além disso, ela filtra o ar respirado pelo paciente, gerando menos transmissão do vírus para os profissionais de saúde.

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Entre as 24 pessoas testadas em julho com a máscara VNI, 22 apresentaram melhoras significativas. Uma delas foi o Fernando Mendonça, de 39 anos, que apresentou um quadro de saúde grave por conta da Covid-19, mas, com o auxílio do equipamento, não precisou ser intubado.

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“Graças a Deus e aos fisioterapeutas que foram incansáveis e me motivaram todos os dias a fazer uso da máscara, minha vida foi salva. Essa máscara funciona e foi uma bênção na minha vida”, relata.

Condições para utilização

De acordo com a coordenadora da fisioterapia do Hospital Regional do Cariri (HRC), Suiane Ferreira Soares, conforme publicado no portal da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa), os pacientes que recebem essa máscara passam por uma avaliação prévia. Dessa forma, é feito um teste de 30 minutos para verificar se o paciente se adaptou à máscara e se ela trouxe benefícios ao quadro de saúde.

“O paciente precisa ter tolerado bem a máscara, ter melhorado o desconforto respiratório e não ter feito uso de musculatura acessória, além de manter a estabilidade hemodinâmica”, explica.




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