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Mais de 70% dos óbitos por hepatites virais são decorrentes da Hepatite C

A campanha nacional “Julho Amarelo” alerta para formas de prevenção contra a doença

1 de julho de 2019
Hepatite: Como forma de alerta e combate à doença, a campanha Julho Amarelo promove ações de conscientização nas unidades de saúde brasileiras.  (Foto: Banco de dados)

Hepatite: Como forma de alerta e combate à doença, a campanha Julho Amarelo promove ações de conscientização nas unidades de saúde brasileiras.  (Foto: Banco de dados)

A hepatite é uma doença caracterizada pela inflamação do fígado, dividida em cinco tipos: A, B, C, D  e E

A hepatite C é responsável pela maior parte dos óbitos por hepatites virais no Brasil. Além disso, o tipo representa a terceira maior causa de transplantes hepáticos no país. Como forma de alerta e combate à doença, a campanha Julho Amarelo promove ações de conscientização nas unidades de saúde brasileiras. 

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A doença pode ser transmitida por via fecal-oral, relacionada ao vírus A e E, e pela via sanguínea e sexual, relacionada ao vírus B, C e D. Em alguns casos mais graves e sem tratamento adequado, pode levar à doença crônica. Além disso, ainda podem se desenvolver para cirrose, câncer e ao óbito. 

Os tipos B, C e D são as formas mais graves, com transmissão por relação sexual desprotegida, transfusão sanguínea e derivados do sangue. O que inclui o compartilhamento de seringas, escova de dente, lâmina de barbear, alicate de unha e outros objetos perfurocortantes. 

Dados alarmantes

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o país registrou 40.198 casos novos de hepatites virais só em 2017. Além disso, são registrados no Brasil 11,9 casos de hepatite C para cada 100 mil habitantes.

Sintomas

Várias pessoas são portadoras do vírus B ou C e não sabem. No Brasil, mais de 70% dos óbitos por hepatites virais são decorrentes da Hepatite C, seguido da Hepatite B (21,8%) e A (1,7%). Nos tipos B e C, por serem quase sempre silenciosos no início, os riscos da infecção evoluir para algo pior são grandes. 

Segundo o Ministério da Saúde, os principais sintomas são: 

  • Cansaço
  • Febre
  • Mal-estar
  • Tontura
  • Enjoo
  • Vômitos
  • Dor abdominal
  • Pele e olhos amarelados
  • Urina escura
  • Fezes claras
É possível prevenir  

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacinas para as hepatites A e B. O indicado é que a prevenção aconteça ainda na infância. No entanto, as unidades de saúde pública também oferecem a vacina para adultos, divididas em três doses. A eficácia é comprometida quando as doses não são tomadas corretamente. 

O último Boletim Epidemiológico, promovido pelo Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais, junto à Secretaria de Vigilância em Saúde e ao Ministério da Saúde, aponta resultados positivos do tratamento oferecido pelo SUS. A meta é que, ainda em 2019, 50 mil pacientes sejam tratados.  

As políticas para o combate ao vírus são eficazes em todo o mundo. Segundo o Global Health Sector Strategy on Viral Hepatitis 2016–2021: Towards Ending Viral”, estudo desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2016, o objetivo é eliminar as hepatites virais como um problema de saúde pública até 2030. As estratégias visam reduzir novos casos em 90% e em 65% a mortalidade a eles associada. 

Diagnóstico pelo SUS
Os testes rápidos, oferecidos pelo SUS, podem ser realizados com a coleta de uma gota de sangue ou com fluido oral, e fornecem o resultado em, no máximo, 30 minutos. (Foto: Banco de dados)

Os testes rápidos, oferecidos pelo SUS, podem ser realizados com a coleta de uma gota de sangue ou com fluido oral, e fornecem o resultado em, no máximo, 30 minutos. (Foto: Banco de dados)

No entanto, o alerta para o diagnóstico precoce é sempre válido e urgente. Por isso a importância em manter os exames de rotina. Os Testes Rápidos, oferecidos pelo SUS, detectam prontamente as hepatites B e C, tipos graves e acometem maior parte dos portadores. Podem ser realizados com a coleta de uma gota de sangue ou com fluido oral, e fornecem o resultado em, no máximo, 30 minutos.

Os grupos de pessoas que não se imunizaram previamente para hepatite B, ou que têm mais de 40 anos e que podem ter se exposto ao vírus da hepatite C, devem ter atenção dobrada. 

Tratamento

Segundo o Ministério da Saúde, a hepatite C tem cura em mais de 90% dos casos quando o tratamento é seguido corretamente. As hepatites B e D também possuem tratamento e podem ser controladas, evitando a evolução para problemas mais sérios como cirrose ou  câncer. O SUS oferece tratamento para todos os tipos, independente do grau de lesão.

A hepatite A é uma doença autolimitada. No entanto, em casos graves, pode ser necessário tratamento. Geralmente a pessoa adquire imunidade após tratada, ou seja, não terá uma nova infecção. 

*Atenção: Todas as hepatites virais devem ser tratadas e acompanhadas por profissionais de saúde, a fim de combater qualquer agravamento dos vírus.




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