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Cientistas apresentam “esponja” capaz de tratar diabetes

O experimento impede que a gordura interaja com o restante do corpo.

22 de agosto de 2017
Esponja é capaz de tratar diabetes do tipo 2.

Esponja é capaz de tratar diabetes do tipo 2.

Neste terça-feira (22) foi apresentada na reunião anual da “American Chemical Society” uma “esponja de polímero”. Endocrinologistas descobriram que a gordura libera compostos que contribuem para a mudança do metabolismo. O experimento impede que a gordura interaja com o restante do corpo.

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A gordura, não mais entendida como um reservatório de energia passiva do organismo, pode gerar alterações que levam ao desenvolvimento do diabetes tipo 2. Nesse diabetes, órgãos do corpo não conseguem absorver moléculas de açúcar e essa glicose circula na corrente sanguínea.

A pesquisa foi desenvolvida pela Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, e a esponja foi testada em camundongos. Pesquisadores implantaram o material em cobaias obesas que desenvolveram sintomas semelhantes aos da diabetes. O polímero já é usado em stents, suturas e outros dispositivos médicos implantáveis.

Resultados positivos

Ratos com as esponjas tiveram aumento de 10% na gordura corporal, enquanto que cobaias sem o implante ganharam 30% mais gordura corporal.

Camundongos com a esponja apresentaram 60% de aumento de transportadores de glicose tipo 4 (GLUT 4). A proteína ajuda a transportar o açúcar de volta para as células.

Os pesquisadores estão tentando identificar por que a esponja reduziu a gordura e os níveis de glicose no sangue. A expectativa para o futuro é ajustar a estratégia para que ela seja um tratamento viável para diabetes tipo 2.




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