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Acne: prevenção e os principais tratamentos

A acne afeta 56,4% dos brasileiros.

28 de fevereiro de 2019
Manter a pele higienizada e hidratada é essencial no combate às espinhas e cravos. (Foto: Banco de Imagens)

A acne é um problema comum para maioria das pessoas, principalmente em períodos da puberdade e, para as mulheres, nos períodos férteis e pré-menstruais.

Segundo uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em parceria com a empresa de cosméticos TheraSkin, a acne é o problema dermatológico mais comum na população brasileira, afetando 56,4% das pessoas.

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A SBD aponta os hormônios sexuais como os principais responsáveis pelas alterações das características da pele, tais como a acne. As espinhas aparecem com mais frequência no rosto, mas também podem surgir nas costas, ombros e peito.

Os hormônios andrógenos e estrógenos são produzidos tanto pelos ovários (mulher) e testículos (homem) quanto pelas glândulas suprarrenais (duas pequenas glândulas situadas sobre os rins) em ambos os sexos. São os andrógenos os responsáveis pelo início do funcionamento das glândulas sebáceas, presentes desde o nascimento, porém mais ativas na puberdade. A época desencadeia mudanças relacionadas ao conteúdo de gordura (secreção sebácea) da pele e do couro cabeludo, propiciando o surgimento de espinhas.

Fatores que pioram as espinhas, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD):

  • Situações de estresse ou no período menstrual

  • Certos medicamentos como corticoides

  • Vitaminas do complexo B

  • Exposição exagerada ao sol

  • Contato com óleos, graxas ou produtos gordurosos

  • Época do ano (especialmente inverno)

  • Mexer nas lesões (“espremer cravos e espinhas”)

Dica: a acne não é contagiosa e não se relaciona à “sujeira” da pele ou do sangue!

Tratamento

Para cada tipo de pele há um tratamento personalizado, com foco em tratar cada problema específico. “Infelizmente, nenhum tratamento de acne, até o momento, apresenta taxa de 100% de cura. Até porque a acne depende de um conjunto de fatores como: fatores hormonais, fatores genéticos e ambientais. Um dos tratamentos de maior eficácia, que é a isotretinoína oral, apresenta taxa de cura em média de 80% em um primeiro ciclo e até 95% em um segundo ciclo, mas não 100%”, aponta a médica dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Silvia Helena Rodrigues.

Segundo a SBD, o ideal é ser tratada o mais precocemente possível. O controle é recomendável não só por razões estéticas, como também para preservar a saúde da pele e a saúde psíquica, além de prevenir cicatrizes (marcas da acne), mais difíceis de corrigir na idade adulta. O tratamento pode ser apenas local, via oral com antibióticos ou tratamento hormonal, em casos extremos.

Acne: procedimentos personalizados

“Existem muitas formas de amenizar e tratar as cicatrizes de acne. As manchas podem ser tratadas com peelings clareadores e luz intensa pildada. Um aparelho que trata as manchas de forma bem eficaz. O tratamento é feito em sessões mensais. Já nas cicatrizes mais profundas, podemos utilizar o Laser de CO2 fracionado, o preenchimento com ácido hialurônico, o peeling de fenol, que é um peeling bem profundo, feito nas cicatrizes do tipo “ice picks” (cicatrizes profundas e bem estreitas), que são de difícil resolução”, elenca a dermatologista.

Microagulhamento

Uma outra técnica que apresenta ótimos resultados é o Microagulhamento. O procedimento, já foi feito por famosas como Gisele Budchen, Kim Kardashian, Vanessa Giácomo, Luciana Ximenez, Carol Bittencourt e Kelly Key e é o queridinho do momento.

O Microagulhamento é uma técnica que apresenta ótimos resultados por estimular a produção de colágeno na pele.

A dermatologista Silva explica que o microagulhamento ou IPCA (indução percutânea de colágeno) é feito ao se deslizar sobre a pele, em vários sentidos, um aparelho chamado roller, que vem com várias micro agulhas acopladas. O movimento gera um trauma na pele, que responde formando novo colágeno e melhorando o aspecto das cicatrizes.

“Entre os benefícios temos melhora da profundidade das cicatrizes e manchas e uma rápida recuperação do procedimento. O número de sessões varia de acordo com a gravidade das cicatrizes (quantidade e profundidade), sendo em média de três a dez sessões. O tempo entre uma sessão e outra é de trinta a noventa dias”, afirma a médica.

Contraindicações: gravidez, pacientes com problemas de coagulação do sangue, pacientes que têm propensão a queloide.

Cuidados com pré e pós tratamento

Silva atenta para importância de preparar a pele antes de qualquer procedimento, para que haja uma recuperação mais rápida e os resultados sejam potencializados.

“Antes, a pele não pode estar bronzeada, pelo risco de queimaduras. Então sempre é orientado o uso de filtro solar. Após o tratamento, normalmente orientamos o uso de produtos calmantes e hidratantes e também deve ser evitada a exposição ao sol”, afirma a médica.

Como prevenir?

Mantenha sempre a pele higienizada. Existem sabonetes ou produtos de limpeza indicados especialmente para peles acneicas ou oleosa, que devem ser receitados por um profissional da área. Segundo a SBD, a limpeza excessiva pode ser prejudicial à pele como um todo (causando irritação) e pode até piorar as lesões. “Evite cosméticos que aumentem a oleosidade ou que possam causar obstrução nos poros e piorar o quadro de acne. A limpeza de pele faz diferença no controle do número de cravos e espinhas, também”, indica a dermatologista.

Serviço

Médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia
Dra. Silvia Helena Rodrigues
CRM 6742 / RQE 2710

Clínica Sublimis
Endereço: Torre Saúde (Hospital São Mateus)
Avenida Santos Dumont, 5753 – sala 507 – Papicu
Telefone: (85) 3055-7383 / (85) 98892-7383





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