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Chances de infarto: quase 70% dos brasileiros não conhecem a própria taxa de colesterol

De acordo com o cardiologista do hospital Prontocardio, Felipe Carrhá, é mais do que importante fazer o acompanhamento dos níveis do colesterol.

29 de agosto de 2019

colesterolSerá que você sabe qual a sua taxa de colesterol? Se a resposta for não, saiba que você pode estar correndo risco de vida. E não só você. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC),  67% dos brasileiros desconhecem a própria taxa de colesterol. O componente é um dos fatores que aumentam as chances de infarto. O levantamento foi feito com 850 pessoas acima de 25 anos em todo o Brasil.

A situação, segundo a pesquisa, é ainda mais preocupante. Mais de 40% dos brasileiros sequer se preocupam com a taxa de colesterol e mais de 10% nunca nem fizeram o exame. Ainda segundo a SBC, 40% dos brasileiros em idade adulta tem o nível de colesterol elevado. Essa porcentagem mostra que mais de 57 milhões de pessoas podem ter um infarto, doenças cerebrovasculares, como AVC, obstruções arteriais diversas e até pancreatite.

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Segundo o Cardiômetro da entidade, uma espécie de termômetro que acompanha, em tempo real, o número de mortes por doenças cardiovasculares no Brasil, cerca de 400 mil brasileiros vem a óbito por causa desses males.

Taxa de colesterol

De acordo com o cardiologista do hospital Prontocardio, Felipe Carrhá, é mais do que importante fazer o acompanhamento dos níveis desse componente no corpo. “Mas não existe um valor único do colesterol para todas as pessoas. Todavia existem parâmetros que devem ser seguidos avaliando caso a caso. O ideal e manter o componente sempre dentro da faixa de valores seguros de acordo com as evidências científicas atuais”, explica.

Ainda segundo a pesquisa da SBC, 89% dos entrevistados acreditam que todas as pessoas precisam realizar o exame de colesterol, mas quase a metade (47%) fez o exame pela última vez há mais de um ano ou nunca fez. O estudo também trouxe outro dado preocupante: 49% das pessoas não sabem a duração correta de um tratamento para baixar o colesterol e a necessidade acompanhamento médico.

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O cardiologista explica que o tratamento para o colesterol elevado nem sempre consiste em somente tomar medicamentos. “As pessoas podem mudar o estilo de vida, praticar mais atividade física e ter uma dieta equilibrada. O acompanhamento médico tem que ser regular para que o cardiologista possa indicar o remédio ou não, no momento mais adequado para cada paciente”, orienta.

Além da prática de exercícios, alguns alimentos são amigos do coração. Alguns temperos podem substituir o sal no preparo da comida, por exemplo. “O colesterol é fundamental para nossas células. O excesso é que precisa se combatido”, lembra o médico. “Buscar alimentos pobres em gorduras, açúcar e sal, e ricos em fibras, minerais e vitaminas, sobretudo as do complexo B, podem ser boas alternativas”, conclui.




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