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Saúde ortopédica masculina também deve ser avaliada no Novembro Azul, recomenda SBOT-CE

Eles estão mais expostos a traumas decorrentes de acidentes de trânsito, atividades laborais intensas, práticas esportivas de alto impacto e condutas de exposição ao risco. A prevenção deve ir além da pauta tradicional de saúde urológica.

7 de novembro de 2026

Do ponto de vista ortopédico e traumatológico, a saúde ortopédica masculina apresenta particularidades importantes que merecem atenção especial durante o Novembro Azul. Os homens estão mais expostos a traumas decorrentes de acidentes de trânsito, atividades laborais intensas, práticas esportivas de alto impacto e condutas de exposição ao risco, o que aumenta a incidência de lesões em joelhos, tornozelos, ombros e coluna vertebral. “Também há uma tendência cultural de normalizar a dor e adiar a busca por atendimento médico, o que frequentemente resulta em diagnósticos tardios e complicações que poderiam ser evitadas com avaliação precoce”, alerta o ortopedista Rafael Leitão, Presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – Regional Ceará (SBOT-CE).

 

A prevenção ortopédica no homem deve contemplar diversas frentes: fortalecimento muscular com orientação de especialista; ajustes ergonômicos no ambiente de trabalho e ao dirigir; e aquecimento adequado antes de atividades físicas. De acordo com a literatura especializada, em razão do envelhecimento, a perda de massa muscular, a redução de força e o maior risco de quedas exigem atenção redobrada. “São fatores que exigem manter uma rotina de exercícios que combine a parte aeróbica, a musculação e o treino de equilíbrio, além do controle de doenças crônicas, como diabetes e obesidade, que podem comprometer a saúde óssea e articular”, ressalta Rafael Leitão.

 

Prevenção

O Presidente da SBOT-CE avalia que o Novembro Azul representa uma oportunidade para que os homens adotem uma postura preventiva em relação à própria saúde, indo além da pauta tradicional de saúde urológica. “São sinais de alerta que justificam consulta com ortopedista: a dor persistente por mais de duas a quatro semanas, a dor noturna, a perda de força, a instabilidade articular, quadros de dormência, irradiação da dor para membros e limitação funcional”, observa Rafael Leitão. “Prevenir é mais eficaz e menos limitante do que tratar uma fratura, tendinopatia crônica ou dor lombar já estabelecida, e cuidar do corpo antes que a lesão aconteça deve ser um compromisso contínuo, não apenas um esforço de campanha mensal”, ressalta.

 

O ortopedista orienta que uma avaliação imediata deve ser procurada se houver deformidade evidente, incapacidade de apoiar o peso, suspeita de fratura, dor intensa após entorse, perda súbita de força ou alteração de sensibilidade.




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