Idosos, crianças pequenas, gestantes, recém-nascidos, pessoas hospitalizadas e indivíduos com doenças crônicas ou sistema imunológico enfraquecido estão entre os grupos que apresentam maior risco de desenvolver sepse. Febre ou temperatura corporal baixa, calafrios, respiração acelerada, dificuldade para respirar, confusão mental, dor intensa e aumento da frequência cardíaca estão entre os sinais de alerta que exigem atenção.
Celebrado em 13 de setembro, o Dia Mundial da Sepse busca ampliar a conscientização sobre a condição e reforçar a importância do diagnóstico precoce. A sepse ocorre quando o organismo reage de forma intensa a uma infecção, podendo provocar danos aos tecidos e comprometer o funcionamento de órgãos. Sem tratamento adequado e em tempo oportuno, o quadro pode se agravar e levar à morte. A condição pode ocorrer tanto dentro quanto fora do ambiente hospitalar.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 48,9 milhões de casos de sepse foram registrados no mundo, resultando em aproximadamente 11 milhões de mortes relacionadas à condição, de acordo com dados publicados em 2020. As infecções bacterianas estão entre as causas mais comuns, mas a sepse também pode estar associada a infecções provocadas por vírus, parasitas ou fungos.
Diagnóstico e tomada de decisão
Diante de casos suspeitos, a agilidade na obtenção de resultados laboratoriais pode contribuir para que os profissionais de saúde tenham informações necessárias à avaliação do quadro e à definição da conduta terapêutica.
No Nordeste, o grupo cearense HS – Health & Safe, que engloba a DNE Diagnósticos Nordeste, atua na área de medicina diagnóstica com soluções voltadas à identificação de infecções, avaliação de marcadores e identificação de microrganismos.
Entre as tecnologias utilizadas estão soluções da empresa francesa bioMérieux. O VIDAS® B·R·A·H·M·S PCT™ realiza a dosagem da procalcitonina (PCT), marcador que pode auxiliar na avaliação de pacientes com suspeita de sepse, na análise da gravidade do quadro e no acompanhamento da resposta ao tratamento.
O BACT/ALERT®, sistema automatizado de hemoculturas, é utilizado na detecção de infecções na corrente sanguínea. A identificação desses agentes auxilia na definição da terapia antimicrobiana adequada.
Já o BIOFIRE® BCID2 Panel (FILMARRAY®) é uma solução molecular que identifica patógenos e genes relacionados à resistência antimicrobiana diretamente de hemoculturas positivas em cerca de uma hora. A informação pode auxiliar na tomada de decisões clínicas em situações que exigem uma resposta rápida.
Outra tecnologia é o VITEK® MS PRIME, baseado em espectrometria de massa (MALDI-TOF), que possibilita a identificação de microrganismos e pode reduzir o intervalo entre a coleta da amostra e a definição da estratégia terapêutica.
Além dos recursos utilizados no diagnóstico, a prevenção e o conhecimento sobre a sepse são considerados importantes para reduzir os riscos associados à condição. Para o farmacêutico Valmique Filho, CEO do Grupo HS, investir em prevenção e diagnóstico também pode contribuir para reduzir a sobrecarga nos serviços de saúde.
“Já é provado que realizar as prevenções é muito mais eficiente para diagnosticar e tratar doenças, além de promover a longevidade das pessoas. Isso também reflete em hospitais menos lotados, maior rotatividade de pacientes, menos uso de medicamentos e até menores chances de infecções e risco de vida”, explica.
Conhecimento sobre a sepse ainda é limitado
Uma pesquisa conduzida pelo Datafolha para o Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS) avaliou o conhecimento da população brasileira sobre a condição e sua evolução ao longo dos últimos anos.
Os dados apontam crescimento no número de pessoas que afirmam conhecer a sepse. Em 2014, apenas 6,6% dos entrevistados disseram já ter ouvido falar sobre a condição. O percentual passou para 14% em 2017 e chegou a 19% em 2026.
O levantamento mais recente também mostra que 70% dos participantes em 2026 reconheceram que o diagnóstico e o tratamento precoces aumentam as chances de sobrevivência.
Apesar do avanço, os números indicam que o conhecimento sobre a sepse ainda é restrito entre a população. Ampliar a informação sobre a condição, seus sinais de alerta e a necessidade de buscar atendimento médico diante de sintomas suspeitos pode contribuir para que os casos sejam identificados e tratados mais rapidamente.
A conscientização também está relacionada à capacidade de reconhecer situações de risco e procurar assistência no momento adequado. Em uma condição que pode evoluir rapidamente, informação e atendimento oportuno são fatores importantes para o cuidado do paciente.
Serviço
Grupo HS – Health & Safe
Rua Louralber Monteiro, 226, Barroso, Fortaleza/CE
Contato: (85) 3111-1250


