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Chegada do Carnaval alerta para a prevenção de DSTs

Previna-se!

8 de fevereiro de 2018
A camisinha é a principal forma de prevenção contra as DSTs

A camisinha é a principal forma de prevenção contra as DSTs.

É comum que nessa época do ano as campanhas de prevenção contra DSTs se intensifiquem. O Ministério da Saúde desenvolveu o tema “Prevenir é Viver o Carnaval #VamosCombinar” para a Campanha de Prevenção do Carnaval 2018. O intuito é dar continuidade ao assunto abordado na campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids e fortalecer a luta contra a AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis.

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A camisinha é apontado como o principal preventivo. Segundo o Ministério da Saúde, serão distribuídos ao longo do mês de fevereiro 106 milhões de preservativos masculinos, 200 mil femininos e 3,8 milhões de unidades de gel lubrificante para todo o Brasil.  

Principais doenças

Herpes (labial e genital)

Tanto a herpes genital quanto a labial caracterizam uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pelo vírus do herpes simples (HSV). A infecção, quando manifestada, provoca pequenas lesões na pele de órgãos genitais ou na boca. O principal sintoma é quando uma pequena mancha com bolhas se forma na região afetada.

O contágio pode ser por um beijo, caso tenha ferida exposta, ou por uma relação sexual sem uso de preservativo. Pela facilidade na contaminação, o vírus é um dos mais comuns e é necessário ter ainda mais cuidado.

Clamídia

Clamídia é a doença sexualmente transmissível (DST) causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. A infecção atinge especialmente a uretra e os órgãos genitais. Também pode atingir a região anal, a faringe e ser responsável por doenças pulmonares e infertilidade.

Os sintomas variam entre dor ou ardor ao urinar, aumento do número de micções e presença de secreção fluida. Para as mulheres, há ainda a perda de sangue entre os intervalos do período menstrual. A melhor forma de prevenção é o uso do preservativo.

AIDS

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), é uma doença infecto-contagiosa causada pelo vírus HIV. A síndrome caracteriza-se pelo comprometimento do sistema imunológico e, consequentemente, a capacidade do organismo de se proteger de outras infecções.

O diagnóstico é difícil pelo intervalo de tempo entre a infecção e a primeira tentativa do organismo de reconhecê-la. Esse período é chamado de janela imunológica. Segundo o Ministério da Saúde, na maioria dos casos, a duração da janela imunológica é de 30 dias. Porém, esse período pode variar dependendo do organismo da pessoa infectada. Caso o teste for feito no meio desse período, é possível que o resultado saia como negativo. A recomendação é que se há suspeita, o exame seja feito novamente após 30 dias. O diagnóstico final é feito pelo exame sanguíneo.

Os sintomas mais comuns são febre constante, manchas na pele, calafrios, dores de cabeça, de garganta e dores musculares. Quando a doença já está mais avançada, é comum o aparecimento de doenças como tuberculose, pneumonia e meningite.

DSTs e Fertilidade

Algumas DSTs são responsáveis por complicações que comprometem a fertilidade do homem e da mulher. Segundo o médico especialista em medicina reprodutiva, Daniel Diógenes: “a população mais atingida pelas DSTs é a de jovens em idade fértil. As complicações são imediatas, causando inflamação nos genitais internos do homem e da mulher, que podem provocar a infertilidade de ambos. Apenas uma minoria percebe algum sintoma. As doenças inflamatórias da pelve são as grandes vilãs da fertilidade”.

“A gonorréia e a clamídia são as principais doenças que afetam o sistema reprodutor masculino e feminino. No homem, atingem os testículos, uretra, próstata e causam a diminuição da produção de espermatozoide. Já na mulher, o problema há potencial maior de causar dano, pois atinge as trompas, que são os canais de comunicação entre ovário e útero”, explica o médico.

Gestação

A gravidez é comprometida por qualquer uma das DSTs. Doenças como a Hepatite B e a AIDS podem comprometer muito a saúde do bebê vindo de uma mãe ou pai portador. “Todas essas doenças aumentam o risco de aborto espontâneo. Chamamos isso de infertilidade secundária, que é quando a mulher consegue engravidar mas não mantém a gestação. Além disso, o bebê pode nascer com muita probabilidade de ter problemas no fígado ou com o vírus HIV, por exemplo”, alerta o médico.

Segundo o médico, a infertilidade pode permanecer após o tratamento da doença. “Tudo que é bactéria pode ser tratado. A grande questão é que se tiver passado muito sem tratamento, o dano no órgão é irreversível, principalmente nas mulheres. Se a trompa já foi obstruída, dificilmente a mulher poderá engravidar de novo”, afirma.




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